Terça-feira, 3 de março de 2026
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O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou nesta terça-feira (17/02) que o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, próximo ao país persa, poderia ser afundado. 

“Eles continuam dizendo que enviaram um porta-aviões para o Irã. Muito bem. Um porta-aviões é certamente uma embarcação perigosa. Mas mais perigosa do que o porta-aviões é a arma que pode afundá-lo”, afirmou, em uma dura mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Mesmo o exército mais forte do mundo pode, às vezes, ser tão castigado ao ponto de não conseguir se levantar”.

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Nos últimos dias, Washington reforçou sua presença militar no Golfo Pérsico, ameaçando ser uma frota naval ainda “maior do que a usada contra a Venezuela” nos meses anteriores ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O republicano falou em intervir militarmente o Irã caso a nação não retomasse as negociações com os Estados Unidos sobre a questão nuclear.

“Há 47 anos os EUA não conseguiram destruir a República Islâmica. Você também não conseguirá fazer isso”, continuou Khamenei.

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Ali Khamenei alertou que o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, próximo ao país persa, poderia ser afundado
Reprodução/Tasnim

Os comentários do líder iraniano foram feitos em meio à retomada das negociações entre norte-americanos e iranianos, mediadas por Omã, para limitar o programa nuclear de Teerã. A segunda rodada de conversas foi concluída na mesma terça-feira, enquanto Trump advertiu o Irã de que “haverá consequências se eles não chegarem a um acordo” sobre o tema, acrescentando estar envolvido “indiretamente” nas negociações.

Khamenei criticou a interferência norte-americana no direito do Irã de ter uma indústria nuclear pacífica para fins médicos, agrícolas e energéticos, dizendo ser uma questão relacionada unicamente à nação iraniana. “O que isso tem a ver com vocês?”, questionou.

“O direito de ter instalações e enriquecimento nuclear também é reconhecido por todos os países nos contratos e regulamentos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e a interferência dos norte-americanos nos direitos nacionais mostra o pensamento irregular dos oficiais de hoje e de ontem”, disse, apontando para a hipocrisia dos Estados Unidos. “Eles dizem: ‘Vamos negociar sobre energia nuclear, mas o resultado das negociações deve ser que vocês não devem ter energia nuclear'”.

(*) Com Ansa e Tasnim