Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O líder centrista da oposição israelense, Yair Lapid, e o ex-primeiro-ministro de direita, Naftali Bennett, anunciaram no domingo (26/04) que unirão forças nas eleições ainda este ano contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Bennett e Lapid disseram que seus dois partidos — Bennett 2026 e Yesh Atid — se uniriam em um partido chamado Yachad (que em hebraico significa “juntos”), sob a liderança do ex-premiê direitista.

Em uma coletiva de imprensa conjunta transmitida ao vivo na noite de domingo (horário local), ambos apresentaram suas diferenças políticas e ideológicas como uma vantagem e um exemplo para uma nação profundamente dividida.

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Eles descreveram a medida como “o primeiro passo no processo de unificação e reconstrução do Estado de Israel”. “A unidade que compartilhamos é uma mensagem para todo o povo de Israel”, disse Bennett, declarando que “a era da polarização acabou”.

Por sua vez, Lapid descreveu seu novo aliado como “um homem de direita, mas um homem da direita liberal, decente e cumpridor da lei”. Além disso, ele comparou as eleições às da Hungria, afirmando que o primeiro-ministro Viktor Orbán sofreu uma derrota esmagadora após 16 anos no poder, “porque as pessoas acreditavam que a mudança era possível”. “Eles se uniram em torno de um único candidato”, disse ele.

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Em uma demonstração de apoio à direita, Bennett afirmou no domingo que um governo liderado por ele “não entregaria um centímetro” de território “ao inimigo”. Em suas declarações iniciais, ambos evitaram outras questões controversas, como o aumento da violência dos colonos na Cisjordânia ocupada e o futuro de Gaza.

Em 2013, Bennett e Lapid formaram sua primeira aliança juntando-se a uma coalizão liderada por Netanyahu que manteve os partidos ultraortodoxos fora do poder por dois anos. Após as eleições de 2021, os dois homens formaram uma coalizão composta por oito partidos ideologicamente distintos, abrangendo o fragmentado espectro político de Israel, contando pela primeira vez com o apoio de um pequeno partido árabe islâmico, o Raam, liderado por Mansour Abbas. A coalizão foi apelidada de “governo da mudança” por seus apoiadores.

No entanto, através de um jogo político, Netanyahu publicou um vídeo denunciando a aliança, relembrando a última coalizão com Abbas. O premiê escreveu: “Eles já fizeram isso uma vez. Vão fazer de novo.”

O primeiro-ministro ainda publicou uma imagem gerada por inteligência artificial dos três homens em um carro, com Abbas ao volante. “Não importa como a esquerda divide seus votos”, escreveu Netanyahu, descrevendo Abbas e seu partido como “apoiadores do terrorismo” — uma acusação que o Likud usou frequentemente em sua campanha de 2022.

O apoio a Lapid, amplamente considerado fraco em questões de segurança nacional, tem diminuído. Bennett, que não participou da última eleição e atualmente não é membro do Parlamento, tem transmitido uma mensagem de unidade nacional.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é o alto funcionário que serviu por mais tempo em Israel, estando no cargo durante a maior parte dos últimos 17 anos como líder do partido conservador Likud. Após as últimas eleições, em 2022, ele formou a coalizão governamental mais à direita e religiosamente conservadora da história do país, composta por membros de extrema-direita e ortodoxos.

O Likud lidera as pesquisas como o maior partido de Israel, com potencial para conquistar 25 ou mais cadeiras no Knesset, o Parlamento, que possui 120 assentos, seguido pela campanha Bennett 2026.