Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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Um documento recentemente divulgado mostra que um associado do falecido financista norte-americano e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein havia delineado planos para obter acesso aos ativos estatais congelados da Líbia, o que incluía buscar apoio de supostos ex-funcionários das inteligências britânica (MI6) e israelense (Mossad).

O conjunto de documentos divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na sexta-feira (30/01) incluía um e-mail enviado a Epstein que descrevia o que o remetente descreveu como oportunidades financeiras e jurídicas ligadas à incerteza política e econômica na Líbia na época.

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O e-mail, datado de julho de 2011, foi enviado vários meses após o início da intervenção militar e do bombardeio da OTAN contra o governo do então presidente líbio Muammar Gaddafi, que culminou em seu assassinato por rebeldes líbios em outubro do mesmo ano. O documento estimava que cerca de US$ 80 bilhões (R$ 419.6 bilhões) em fundos líbios estariam congelados internacionalmente, incluindo aproximadamente US$ 32,4 bilhões (R$ 169.9 bilhões) nos EUA.

No documento, lê-se: “E estima-se que o número real seja de três a quatro vezes maior em ativos soberanos, roubados e desviados”, acrescentando que “se conseguirmos identificar/recuperar de 5% a 10% desses valores e recebermos de 10% a 25% como compensação, estamos falando de bilhões de dólares”.

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O remetente ainda alegava que ‘certos ex-membros’ do MI6 britânico e do Mossad israelense estariam dispostos a ajudar a ‘identificar e recuperar’ os supostos ativos.

O e-mail também mencionava a expectativa de que a Líbia precisaria gastar pelo menos US$ 100 bilhões (R$ 524 bilhões) no futuro em reconstrução e recuperação econômica.

“Mas o verdadeiro incentivo é se pudermos nos tornar seus parceiros de confiança, porque eles planejam gastar pelo menos US$ 100 bilhões no próximo ano para reconstruir o país e impulsionar a economia”, dizia o e-mail.

O e-mail descrevia a Líbia como um país com reservas energéticas significativas e altos índices de alfabetização, fatores que, segundo ele, poderiam ser vantajosos para iniciativas financeiras e jurídicas.

O e-mail ainda mencionava que haviam sido realizadas conversas com alguns escritórios de advocacia internacionais sobre a possibilidade de trabalhar com honorários de êxito.