Partido de Netanyahu realiza primárias para definir chapa das eleições israelenses
Segundo Haaretz, consultas são 'teste decisivo' para saber se Likud se tornará mais 'moderado ou extremista'
O partido Likud, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, realizará eleições primárias entre seus membros nesta segunda-feira (17/08) para escolher os candidatos para as eleições do Knesset em Israel, marcadas para 27 de outubro.
“As primárias são o teste decisivo do movimento”, disse uma fonte ao jornal de Tel Aviv, Haaretz, referindo-se a se a direção do partido será ainda mais extremista ou se tornará mais moderada. “Depois delas, entenderemos exatamente para onde o movimento está caminhando” e se é controlado pelo primeiro-ministro ou por seus fervorosos seguidores “Bibi-istas”, explicou.
O veículo israelense observa que Netanyahu fez tudo o que pôde para cancelar as primárias e montar a chapa do Likud para a eleição do Knesset por conta própria. Para o Haaretz, seu objetivo era claro: “banir figuras extremistas do partido da linha de frente da chapa, e talvez até mesmo excluí-las completamente”. Dessa forma, o membro do Knesset Tally Gotliv é o alvo “mais urgente” do premiê, considerado um “desastre eleitoral” da legenda.
Em conversas privadas, membros importantes do partido falaram ao Haaretz sobre a “facção Bibi-ista do Likud”, liderada por Gotliv, que também inclui o ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, e os membros do Knesset David Amsalem, Moshe Saada e Nissim Vaturi, que estiveram entre os membros mais proeminentes do Likud nos últimos anos. Há uma grande ironia no fato de que agora, enfrentando os Bibi-istas, está ninguém menos do que o próprio Netanyahu.
Apesar de suas tentativas de cancelar as primárias, não será o primeiro-ministro que determinará o destino dos membros do Knesset, mas sim os cerca de 150 mil membros do partido (com exceção de oito candidatos que Netanyahu conseguiu nomear).
Segundo pesquisa divulgada na sexta-feira pelo Canal 12, conduzida pelo instituto Mano Geva entre eleitores do Likud (e não entre membros do partido), Tally Gotliv é a candidata mais popular.
As principais incertezas em relação às primárias foram o que levou o ministro da Defesa, Israel Katz, e o ministro da Saúde, Haim Katz, a garantir uma das oito vagas para as quais o próprio Netanyahu pode indicar candidatos. “Nunca houve uma primária como esta”, disse uma fonte próxima a um dos dois ministros ao Haaretz.
אצביע מחר בפריימריז של הליכוד בעד רשימה מנצחת שתבטיח שאיזנקוט ויאיר גולן לא יקימו ממשלה צרה עם המפלגות הערביות כפי שהבטיחו.
אני סומך עליכם, מתפקדות ומתפקדי הליכוד, שתבחרו נכון את נציגיכם לפי שיקול דעתכם.
אני לא מתערב ברשימה הארצית – ואני מאחל לכולם בהצלחה!
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) August 16, 2026
Bloco anti-Netanyahu amplia vantagem
Os partidos judaicos que configuram a oposição a Netanyahu teriam um aumento de uma cadeira em relação à semana passada, com 57 cadeiras, segundo pesquisa do Kan 11 publicada na noite de domingo (16/08).
Os partidos árabes, por sua vez, devem conquistar 11 cadeiras, o mesmo número da semana passada, divididas entre Hadash-Ta’al e Ra’am.
Em comparação à última pesquisa, que mostrou o Likud ganhar força, o partido perdeu uma cadeira e agora conquistaria 23 cadeiras, empatando com o Yashar como o maior partido. O Together, liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett e pelo líder da oposição Yair Lapid, permanece como o terceiro maior partido, com 14 cadeiras – uma a mais que na semana passada.
Três partidos dividem o quarto lugar com 10 cadeiras cada: Yisrael Beiteinu, Democratas e Otzma Yehudit. Yisrael Beiteinu e Democratas mantiveram suas posições, enquanto Otzma Yehudit ganhou duas cadeiras.
O Judaísmo Unido da Torá também manteve sua força com oito cadeiras. O Shas, por sua vez, perdeu uma cadeira, ficando com sete. O Hadash-Ta’al ganhou uma cadeira, chegando a seis, enquanto o Ra’am perdeu uma e a projeção é de que conquiste cinco. O Sionismo Religioso também perdeu uma cadeira, ficando com quatro.
Assim como na pesquisa da semana passada e em levantamentos anteriores, o Lar Sionista, o Balad, o Kahol Lavan e o Unity — este liderado por Gilad Erdan e Yuli Edelstein — não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira. Prevê-se que o partido Lar Sionista receba 3% dos votos, enquanto o Balad já deverá obter 1,9%, o Kahol Lavan 1,4% e o Unity 1,3%.
A pesquisa, conduzida pelo Instituto Kantar e liderada por Dudu Hasid, incluiu 1.103 entrevistados e tem margem de erro de 2,9%.























