Presidente do Líbano condena ataque de Israel que matou 12 pessoas
Joseph Aoun classificou agressão como 'hostil e deliberada'; ação é mais recente violação israelense do acordo de 2024 com Hezbollah
O presidente do Líbano, General Joseph Aoun, condenou neste sábado (21/02) os ataques aéreos realizados por Israel na sexta-feira (20/02) contra a região de Sidon e cidades no Vale do Bekaa.
A ação, que representa a mais recente violação israelense do acordo de cessar-fogo de 2024 com o Hezbollah, resultou na morte de pelo menos 12 pessoas e deixou 30 feridos, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA). De acordo com a agência, a região do Vale do Bekaa, no leste do país, foi atingida.
Aoun enfatizou que “essas incursões representam uma nova violação da soberania libanesa e uma clara quebra dos compromissos internacionais. Elas também refletem um desrespeito à vontade da comunidade internacional, particularmente às resoluções das Nações Unidas que exigem o pleno cumprimento da Resolução 1701 e sua completa implementação.”
O presidente reiterou seu apelo aos países que promovem a estabilidade na região para que “assumam suas responsabilidades de interromper imediatamente os ataques” e exerçam pressão pelo respeito às resoluções internacionais, “de maneira a preservar a soberania, a segurança e a integridade territorial do Líbano e evitar uma escalada ainda maior na região”.
دان رئيس الجمهورية العماد جوزاف عون بشدة الغارات التي نفذتها إسرائيل ليل امس من البر والبحر مستهدفة منطقة صيدا وبلدات في البقاع، معتبراً أن استمرار هذه الاعتداءات “يشكّل عملاً عدائياً موصوفاً لافشال الجهود والمساعي الديبلوماسية التي يقوم بها لبنان مع الدول الشقيقة والصديقة وفي…
— Lebanese Presidency (@LBpresidency) February 21, 2026
Na manhã de sexta-feira, o Ministério da Saúde Pública libanês já havia informado que pelo menos duas pessoas morreram em um ataque israelense ao campo de Ein el-Hilweh, o maior campo de refugiados palestinos do país, localizado nos arredores de Sidon, no sul do Líbano.
A NNA informou que um “drone israelense” atacou o bairro de Hittin, no campo de refugiados. O exército israelense, por sua vez, declarou que suas forças “atacaram um centro de comando do Hamas, de onde operavam terroristas”, em resposta a “repetidas violações dos acordos de cessar-fogo“.
O Hamas condenou o ataque, que, segundo o grupo, resultou em vítimas civis, e alertou que se trata de “mais um crime que se soma à série de ataques contínuos contra o povo palestino e a uma violação da soberania do Líbano”.
O comunicado acrescentou: “Embora responsabilizemos integralmente o governo de ocupação pelas repercussões dessa agressão, apelamos à comunidade internacional e aos Estados árabes e islâmicos para que assumam suas responsabilidades políticas e jurídicas, ajam com urgência para pôr fim a esses ataques, responsabilizem a ocupação por seus crimes e protejam o povo palestino em todos os lugares onde vive.”
A NNA informou que o ataque ao campo de refugiados causou “danos significativos” a um edifício que anteriormente abrigava a força conjunta palestina responsável pela segurança do campo, mas que atualmente era alugado por um indivíduo para “operar uma cozinha de distribuição de ajuda alimentar”.
Os ataques ocorrem em meio à fragilidade do cessar-fogo e à impunidade de Israel, que segue desrespeitando resoluções da ONU sem qualquer consequência.























