Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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O presidente do Líbano, General Joseph Aoun, condenou neste sábado (21/02) os ataques aéreos realizados por Israel na sexta-feira (20/02) contra a região de Sidon e cidades no Vale do Bekaa.

A ação, que representa a mais recente violação israelense do acordo de cessar-fogo de 2024 com o Hezbollah, resultou na morte de pelo menos 12 pessoas e deixou 30 feridos, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA). De acordo com a agência, a região do Vale do Bekaa, no leste do país, foi atingida.

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Aoun enfatizou que “essas incursões representam uma nova violação da soberania libanesa e uma clara quebra dos compromissos internacionais. Elas também refletem um desrespeito à vontade da comunidade internacional, particularmente às resoluções das Nações Unidas que exigem o pleno cumprimento da Resolução 1701 e sua completa implementação.”

O presidente reiterou seu apelo aos países que promovem a estabilidade na região para que “assumam suas responsabilidades de interromper imediatamente os ataques” e exerçam pressão pelo respeito às resoluções internacionais, “de maneira a preservar a soberania, a segurança e a integridade territorial do Líbano e evitar uma escalada ainda maior na região”.

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Na manhã de sexta-feira, o Ministério da Saúde Pública libanês já havia informado que pelo menos duas pessoas morreram em um ataque israelense ao campo de Ein el-Hilweh, o maior campo de refugiados palestinos do país, localizado nos arredores de Sidon, no sul do Líbano.

A NNA informou que um “drone israelense” atacou o bairro de Hittin, no campo de refugiados. O exército israelense, por sua vez, declarou que suas forças “atacaram um centro de comando do Hamas, de onde operavam terroristas”, em resposta a “repetidas violações dos acordos de cessar-fogo“.

O Hamas condenou o ataque, que, segundo o grupo, resultou em vítimas civis, e alertou que se trata de “mais um crime que se soma à série de ataques contínuos contra o povo palestino e a uma violação da soberania do Líbano”.

O comunicado acrescentou: “Embora responsabilizemos integralmente o governo de ocupação pelas repercussões dessa agressão, apelamos à comunidade internacional e aos Estados árabes e islâmicos para que assumam suas responsabilidades políticas e jurídicas, ajam com urgência para pôr fim a esses ataques, responsabilizem a ocupação por seus crimes e protejam o povo palestino em todos os lugares onde vive.”

A NNA informou que o ataque ao campo de refugiados causou “danos significativos” a um edifício que anteriormente abrigava a força conjunta palestina responsável pela segurança do campo, mas que atualmente era alugado por um indivíduo para “operar uma cozinha de distribuição de ajuda alimentar”.

Os ataques ocorrem em meio à fragilidade do cessar-fogo e à impunidade de Israel, que segue desrespeitando resoluções da ONU sem qualquer consequência.