Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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O presidente russo, Vladimir Putin, intensificou seus esforços diplomáticos em relação à situação iraniana nesta sexta-feira (16/01). Pela manhã, ele conversou com o premiê israelense Benjamin Netanyahu e com o mandatário iraniano Masoud Pezenshkian.

Segundo a chancelaria russa, durante a conversa, o presidente iraniano informou Moscou sobre os esforços contínuos do seu governo para normalizar a situação no país e conter a escalada de violência dos protestos, iniciados em 29 de dezembro.

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“A marcha de milhões de iranianos em apoio ao seu sistema, liderança e governo mostra claramente a verdadeira situação na nação persa”, disse Putin ao presidente iraniano, segundo a agência Tasnim. Putin também recordou que Moscou “sempre celebra a expansão das relações com o Irã”.

A Rússia e o Irã debateram o apoio unânime e consistente para a redução das tensões dentro e fora do país, por meios políticos e diplomáticos. O presidente iraniano mencionou que “o papel e o envolvimento direto dos Estados Unidos e do regime sionista [israelense] nos recentes eventos no Irã são evidentes.”

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Putin reiterou seu compromisso de continuar os esforços de mediação e promover um diálogo construtivo envolvendo todas as partes interessadas. Eles também reafirmaram o compromisso mútuo de fortalecer a parceria estratégica entre a Rússia e o Irã e implementar projetos econômicos conjuntos em vários campos.

Putin conversa com presidentes do Irã e de Israel
© Alexander Kazakov/TASS

Conversa com Israel

Putin também conversou sobre as ameaças contra o Irã com o premiê israelense Benjamin Netanyahu, nesta sexta-feira (16/01). Segundo a chancelaria russa, o mandatário da Rússia mencionou a necessidade de intensificação dos “esforços políticos e diplomáticos” para garantir a estabilidade e a segurança na região do Oriente Médio.

Ele também reiterou a disposição de Moscou de mediar e promover “um diálogo construtivo com todos os Estados interessados”. Os dois concordaram em manter abertas as conversações.

As conversas entre Putin e os líderes de Israel e do Irã ocorrem após a Rússia instar os Estados Unidos a mudar sua retórica belicista contra Teerã, durante uma reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta quinta-feira (16/01). O representante de Moscou expressou a preocupação com uma possível escalada militar que poderia comprometer a estabilidade regional e internacional.

Recuo de Trump

A Agence France-Presse reporta que a Arábia Saudita, o Catar e Omã alertaram Washington para “graves consequências na região” em caso de escalada do conflito, o que teria contribuído para o recuo nas ameaças de Donald Trump contra o Irã.

“Fomos informados de que as mortes no Irã estão parando e que não há planos de execuções”, afirmou o republicano aos jornalistas no Salão Oval. na noite de quarta-feira (14/01). Ele contou ter recebido garantias de “fontes muito importantes do outro lado” de que não ocorreriam mais mortes.

Trump vinha aumentando o teor das ameaças contra Teerã diante dos protestos internos, no qual se posicionou publicamente a favor dos manifestantes. Frente ao aumento da violência nas manifestações, as autoridades iranianas acusaram a ingerência externa e restringiram o acesso à internet em todo o país. O bloqueio digital, quase total desde 8 de janeiro, já ultrapassou 180 horas, segundo o observatório da internet NetBlocks.