Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira (04/03) que não está descartada a possibilidade de suspender o fornecimento de gás para os mercados da União Europeia, incluindo gás natural liquefeito (GNL).

O conflito iniciado com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, e precedido pelas retaliações de Teerã, levou ao bloqueio iraniano ao tráfego no Estreito de Ormuz.

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Por sua vez, o bloqueio resultou na interrupção da produção de GNL no Catar e das operações na maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita.

“Agora outros mercados estão se abrindo. E talvez seja mais vantajoso para nós parar de abastecer o mercado europeu neste momento. Para entrarmos nesses mercados que estão se abrindo e nos estabelecermos nesses mercados”, afirmou Putin.

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O mandatário russo enfatizou que as escolhas de seu governo não possuem “motivação política”, mas que o mercado irá fechar em um ou dois meses de qualquer maneira.

“Não seria melhor interromper isso agora e nos concentrarmos nos países que são parceiros confiáveis, para consolidar nossa posição lá? Mas isso não é uma decisão. Neste caso, são, por assim dizer, pensamentos expressos em voz alta”, acrescentou.

Vale ressaltar que, em dezembro do ano passado, o Conselho da União Europeia autorizou a eliminação gradual das importações de gás russo a partir de 1º de janeiro de 2026, com base na proposta da Comissão Europeia, mantendo um período de transição para os contratos existentes até 1º de janeiro de 2028.

A proibição das importações de gás russo por gasoduto entrará em vigor em 17 de junho de 2026 para contratos de curto prazo e em 1º de novembro de 2027 para contratos de longo prazo.

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Alexander Kazakov / TASS / Presidência da Rússia

Durante sua fala, Putin afirmou que “a Rússia sempre foi e continua sendo uma fornecedora de energia confiável para todos os nossos parceiros, incluindo os países europeus”. Além disso, o mandatário russo afirmou que o país continuará a “trabalhar dessa maneira com aqueles parceiros que também são parceiros confiáveis, por exemplo, aqueles da Europa Oriental, como a Eslováquia e a Hungria”.

O presidente russo, ainda afirmou que a Rússia era um fornecedor seguro, porém o atual conflito desencadeado pela atual crise do Irã levou disposição para os compradores a pagar preços altíssimos por altos volumes de gás.

Enquanto isso, a proibição das importações de gás natural liquefeito começará em 25 de abril de 2026 para contratos de curto prazo e em 1º de janeiro de 2027 para todos os contratos de longo prazo.