Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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A Síria tem sido palco de uma série de protestos nos últimos dias, mas que tiveram seu ápice nesta segunda-feira (14/09), com manifestações nas cidades de Idlib, Hama, Raqqa, Deir al-Zor e Hasakah, além de zonas rurais próximas a Alepo.

A onda de insatisfação no país teve início no último sábado (12/09), após o Ministério de Energia do país anunciar um aumento do preço dos combustíveis. O governo sírio alega que a medida é “temporária” e a justifica dizendo que “houve um aumento do custo global para a aquisição de insumos”.

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Em algumas das cidades onde foram registrados protestos contra o governo, multidões chegaram a atacar caminhões de transporte de gasolina e diesel. Segundo o canal estatal sírio Al-Ikhbariya, os manifestantes bloquearam a autoestrada M5, na zona rural a sul de Idlib, perto de Maarat al-Numan.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que algumas das manifestações foram fortemente reprimidas pelas forças de segurança do governo de Ahmed al-Sharaa – líder que foi imposto na Presidência após comandar o golpe que derrubou o antecessor Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

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Desde o início deste ano, a Síria tem sido palco de protestos de setores sociais descontentes com as medidas econômicas promovidas pela gestão de al-Sharaa.

O atual governo sírio conta com apoio manifestado abertamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por diversos países da União Europeia.

Sírios montam barricadas em protesto contra aumento dos combustíveis anunciado pelo governo
Instagram / Middle East Eye

Argumentos para o aumento

Em um comunicado, o ministro de Energia da Síria, Mohammed al-Bashir, afirmou que o aumento é provocado por pressões do mercado internacional contra o país, e assegurou que a medida seria revertida “em breve”.

O Comitê Permanente para a Precificação de Produtos de Petróleo e Recursos Minerais foi o ente responsável pelo informe que resultou no aumento. A partir do relatório, foi decidido o aumento de 28% no valor da gasolina de 95 octanos, cujo preço por litro passou a ser de 195 libras sírias (cerca de US$ 1,60).

Já o díese teve um aumento ainda maior, de 40%, passando a um custo por litro de 175 libras sírias (cerca de US$ 1,52).

Se trata do segundo aumento no preço dos combustíveis na Síria somente neste mês de setembro, e o de maior percentual desde o início do governo de al-Sharaa.

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