Sexta-feira, 10 de julho de 2026
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Autoridades de 100 países participarão das cerimônias de despedida do Líder Supremo Ali Khamenei (1939-2026), incluindo dignitários, chefes de Estado e de parlamentos, ministros das Relações Exteriores e representantes especiais de governos. A agenda inclui eventos em Teerã, Qom e Mashhad até 9 de julho.

As autoridades iranianas abriram quatro complexos de alojamento para peregrinos em locais estratégicos dentro e ao redor de Teerã, que começaram a operar nesta sexta-feira (03/07). “A cerimônia de despedida começará na sexta-feira às 8h, com a participação de diversas autoridades e delegações”, anunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei.

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“Os eventos continuarão até aproximadamente o meio-dia. À tarde, a partir das 13h30 ou 14h, altos funcionários dos países e diversas figuras políticas participarão deste evento”, acrescentou.

Espera-se uma afluência maciça de milhões de pessoas, que procurarão participar nos ritos fúnebres.

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Teerã recebe autoridades de cem países para cerimônia fúnebre de Ali Khamenei
Reprodução/Tasnim

“A cerimônia de despedida e o funeral do corpo purificado do líder mártir da Revolução Islâmica são considerados um evento histórico de grande importância, não apenas para a nação iraniana, mas também para os povos da região, os muçulmanos e todos os homens livres do mundo”, declarou Baghaei, ao prestar homenagem à memória do líder combatente e mártir.

As atividades fúnebres ocorrerão entre sábado (04/07) e domingo (05/07), com a cerimônia de despedida do corpo purificado no Grande Mosala do Imam Khomeini, em Teerã.

Exército iraniano reforça fronteiras

Cerimônias do cortejo fúnebre também acontecerão em Teerã na segunda-feira (06/07) e na cidade sagrada de Qom na terça-feira (07/07). Na quinta-feira (09/07), antecedido por cortejo fúnebre na cidade sagrada de Mashhad, ocorrerá o sepultamento de Ali Khamenei no santuário sagrado do Imam Reza.

As autoridades iranianas não convidaram os países que apoiaram as ações militares dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

“Não convidamos os países que adotaram uma postura inadequada contra a agressão militar dos EUA e de Israel contra o povo iraniano, que apoiaram essas ações hostis e criminosas”, disse Baghaei, citado pelo Serviço de Radiodifusão da República Islâmica do Irã (IRIB).

Autoridade política e religiosa máxima do país

Ali Khamenei representava a mais alta autoridade política e religiosa do país, liderando o Estado iraniano e a Revolução Islâmica de acordo com as disposições da Constituição iraniana. Sua política externa foi caracterizada por forte oposição a Israel, ao expansionismo sionista, ao genocídio perpetrado na Palestina e à destruição massiva de Gaza.

O estudioso islâmico foi o líder supremo do Irã a partir de 1989, sucedendo o fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, que retornou do exílio e liderou a Revolução Iraniana de 1979, derrubando o xá Mohammad Reza Pahlavi, apoiado pelos EUA, em defesa da soberania e independência da nação iraniana.

Khamenei detinha autoridade suprema sobre todos os ramos do governo, as Forças Armadas e o Judiciário, além de servir como líder espiritual do país.

Ele afirmava que o Irã jamais construiria uma arma nuclear e que seu programa nuclear se destinava exclusivamente a fins civis. Nem a inteligência norte-americana, nem a agência nuclear da ONU encontraram evidências de que o Irã estivesse buscando desenvolver uma arma nuclear, uma narrativa que Israel e o governo Trump têm promovido para justificar a agressão militar contra o país.

Ali Khamenei foi assassinado aos 86 anos, juntamente com outros líderes iranianos, em 28 de fevereiro, pelos Estados Unidos e pelo regime israelense, sob o pretexto de atacar a suposta produção de armas nucleares, o que tem sido repetidamente negado pela nação persa.