Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na noite desta quarta-feira (14/01), ter recebido garantias de autoridades iranianas de que os manifestantes não serão mortos no país.

“Fomos informados de que as mortes no Irã estão parando e que não há planos de execuções”, afirmou aos jornalistas no Salão Oval. Ele disse ter recebido garantias de “fontes muito importantes do outro lado” de que não ocorreriam mais mortes.

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“As execuções não vão acontecer – e vamos descobrir”, disse. “Era para haver muitas execuções hoje”, afirmou, ao se referir a Erfan Soltani, primeiro manifestante condenado à morte desde o início dos protestos em 29 de dezembro, cuja execução, esperada para quarta-feira (14/01), foi adiada.

Ao ser questionado se a ação militar dos Estados Unidos contra o país estava fora de questão, ele disse: “vamos observar e ver qual é o processo.”

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Nas últimas semanas, Trump escalou suas ameaças de ataque ao país, chegando a dizer que os Estados Unidos estavam “prontos e preparados” para intervir, caso Teerã continuasse a disparar contra manifestantes. Ele também anunciou uma tarifa de 25% contra países que comercializassem com o Irã.

Diplomacia é muito melhor

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, também se manifestou. Ele declarou à Fox News que “não existe plano” de punições capitais ligadas aos protestos e que “enforcamento está fora de questão”.

Questionado sobre o que diria a Trump, o chanceler afirmou que “entre guerra e diplomacia, diplomacia é um caminho melhor, embora não tenhamos nenhuma experiência positiva dos Estados Unidos. Mas ainda assim, diplomacia é muito melhor que guerra”.

A declaração ocorre no mesmo dia em que o governo iraniano denunciou nas Nações Unidas as ameaças de intervenção militar dos Estados Unidos contra o país.

Trump recua das ameaças e afirma que execuções pararam no Irã: ‘não vão acontecer’
Reprodução vídeo / X Casa Branca

Preços do petróleo, ouro e prata caem após declaração

A declaração teve efeito imediato no mercado financeiro. O preço do petróleo caiu cerca de 3%, à medida que diminuíram os temores de interrupção no fornecimento global. Ouro e prata também recuaram após dias de ameaças de guerra na região.

No plano diplomático, o Conselho de Segurança da ONU realiza nesta quinta-feira (15/01) uma reunião sobre a situação no Irã. Paralelamente, os chanceleres do G7 declararam estar “preparados para impor medidas restritivas adicionais” contra Teerã devido à condução dos protestos e ao “uso deliberado da violência, assassinato de manifestantes, detenções arbitrárias e táticas de intimidação”.

O governo iraniano acusou ingerência externa na escalada violenta dos protestos iniciados em 29 de dezembro. A imprensa ocidental aponta que, pelo menos mais de 3 mil pessoas, entre manifestantes e forças de segurança, podem ter sido mortas durante os confrontos desde então.

O jornal britânico The Guardian lembra, ao reportar o recuo das ameaças nesta quarta-feira (14/01), que antes do ataque contra o Irã, na Guerra dos 12 Dias, em junho do ano passado, o republicano havia sugerido negociações enquanto se preparava para a ofensiva que deixou mais de mil mortos no país.