Trump confirma envio de ‘grande frota’ ao Irã: ‘estamos observando-os muito de perto’
Segundo a Reuters, porta-aviões e destroieres guiados por mísseis devem chegar ao Oriente Médio 'nos próximos dias'
O presidente norte-americano Donald Trump confirmou na quinta-feira (23/01) que os Estados Unidos têm uma “grande frota” a caminho do Irã, alertando que sua nação observa o país persa “muito de perto”. A informação foi dada em conversa com repórteres a bordo do Air Force One, após concluída a agenda do republicano no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
“Temos muitas naves indo nessa direção, só por precaução. Prefiro que nada aconteça, mas estamos observando-os muito de perto”, afirmou o mandatário. Em outro momento, disse ter “uma armada indo nessa direção”.
“E talvez não precisemos usá-la”, acrescentou.
À agência de notícias Reuters, autoridades norte-americanas, sob anonimato, informaram que “porta-aviões USS Abraham Lincoln e vários destroieres guiados por mísseis chegarão ao Oriente Médio nos próximos dias”. Ainda ao veículo, um funcionário relatou que “sistemas adicionais de defesa aérea” também estão sendo levados para “evitar qualquer ataque iraniano a bases norte-americanas na região”.
Na terça-feira (22/01), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu às ameaças militares de Washington em um artigo de opinião escrito ao The Wall Street Journal, destacando que o país persa “não tem escrúpulos em revidar com tudo o que tem em caso de novo ataque.”

Em nova ameaça, Donald Trump confirma envio de grande frota ao Irã
RS/Fotos Públicas
Ao longo dos protestos no Irã, que começaram em 28 de dezembro tendo como objetivo inicial a reivindicação de melhorias na economia nacional – afetada pelas sanções ocidentais –, Trump ameaçou repetidas vezes intervir militarmente no país persa rechaçando assassinatos e alegando estar ao lado dos manifestantes locais. No entanto, autoridades iranianas acusaram os Estados Unidos, além de Israel, de terem orquestrado atos violentos para posteriormente servir de pretexto humanitário e legitimar uma intervenção militar.
Ainda aos repórteres, o presidente norte-americano voltou a alegar que conseguiu impedir supostas execuções de prisioneiros no Irã, ao dizer que Teerã cancelou quase 840 “enforcamentos” em decorrência de suas ameaças.
Na quarta-feira (21/01), o regime iraniano declarou que os protestos haviam cessado. Segundo o procurador-geral do país, Mohammad Movahedi, citado pela agência de notícias Mizan, disse que a “traição acabou agora”. “E devemos ser gratos, como sempre, às pessoas que extinguiram esta sedição ao agir em tempo hábil”, completou.
O veículo também divulgou no mesmo dia o número oficial de mortos nos protestos, informando que mais de 3 mil pessoas perderam suas vidas nas manifestações.
(*) Com Telesur






















