Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou nesta terça-feira (13/01) que os manifestantes no Irã, a quem os chamou de “patriotas”, continuem nas ruas do país e “tomem as suas instituições”, elevando os temores de uma mais uma intervenção militar. A declaração pública foi feita por meio da plataforma Truth Social, onde o republicano também disse ter suspendido qualquer diálogo com as autoridades iranianas.

“Patriotas iranianos, CONTINUEM A PROTESTAR — TOMEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guarde os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um grande preço. Eu cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que essa matança sem sentido de manifestantes ACABE. AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!! [Make Iran Great Again]”, escreveu Trump, que no dia anterior ameaçou impor uma tarifa de 25% contra os produtos de países que sejam parceiros comerciais de Teerã.

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O mandatário norte-americano também substituiu seu slogan original MAGA (“Make America Great Again”) por MIGA (“Make Iran Great Again”).

Donald Trump diz ter suspendido canais de diálogo com o Irã em meio a protestos
Fotos Pùblicas/Molly Riley

As manifestações pacíficas no país persa começaram em 29 de dezembro, inicialmente convocada por comerciantes que reivindicavam melhorias na situação econômica nacional, tendo em vista a desvalorização do rial (moeda local) e a inflação – problemas que decorrem das sanções impostas pelo próprio Ocidente. Desde os primeiros atos, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian manifestou que estava determinado a resolver os problemas, classificando as mobilizações como “um direito do povo”. O mandatário também havia pedido para que as forças policiais não agissem contra os manifestantes.

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No entanto, ao longo dos dias, diversas partes do Irã passaram a registrar atos de vandalismo e de violência, além de assassinatos, em um cenário que resultou em duas mil vítimas, segundo uma fonte do governo consultada pela agência Reuters.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, classificou o cenário de violência como uma “guerra terrorista” articulada por Washington e pela agência de inteligência israelense Mossad. Segundo o chanceler, os atores estrangeiros sequestraram as causas iniciais das manifestações, e logo fomentaram a violência por meio de grupos armados infiltrados para aumentar o número de mortes e, assim, justificar uma intervenção sob pretextos humanitários.

Desta forma, a recente declaração de Trump se soma a uma série de ameaças intervencionistas que recentemente faz em outras regiões, incluindo a Venezuela – onde forças norte-americanas bombardearam o país e sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores –, além da Groenlândia. Inclui-se também a influência do mandatário norte-americano nas eleições em países como Argentina e Honduras.

(*) Com Ansa e Telesur