Trump promete atacar Irã ‘com muita força’ e EUA anunciam novas sanções
Presidente diz que Teerã levará 'uma surra' após Guarda Revolucionária ter atingido bases norte-americanas na Jordânia; país persa diz que 'resistência continuará'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira (29/07) atacar o Irã “com muita força” em resposta a uma ofensiva retaliatória com uso de mísseis balísticos ter atingido bases norte-americanas instaladas no território da Jordânia. Esta ação foi reivindicada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).
“Vamos acertá‑los [os iranianos] com força, eles vão levar uma surra”, advertiu o republicano em entrevista à emissora conservadora Fox News. Tratou-se, no entanto, de acordo com o IRGC, de uma ofensiva em resposta às “agressões do Exército dos Estados Unidos”, que acrescentou que, enquanto as ameaças e intervenções ilegais norte-americanas continuarem contra Teerã, “a resistência continuará”.
No mesmo dia, foi registrada uma explosão no porto mediterrâneo de Damieta, no Egito, onde um drone atingiu um navio-tanque de armazenamento de gás de propriedade norte-americana. O Ministério do Petróleo e Recursos Minerais egípcio confirmou o ocorrido e detalhou que ele provocou um incêndio em um rebocador e navio de armazenamento, mas sem registro de vítimas. A pasta não atribuiu, de imediato, a autoria do ataque a algum país.
Questionado sobre o incidente no Salão Oval, Trump reiterou as suas ameaças contra o país persa. “É a nossa vez, e vamos ver se chegamos lá com um acordo em algum momento. Mas vamos atacá-los com muita força”, reforçou.
Mais cedo, a Arábia Saudita e os Estados Unidos haviam anunciado um ataque conjunto contra grupos militantes no Iraque, segundo eles, aliados do Irã, depois de relatos das autoridades sauditas de que esses alvos teriam atingido suas instalações petrolíferas. As Unidades de Mobilização Popular (PMU, na sigla em inglês) do Iraque informaram que pelo menos 20 de seus membros foram assassinados e outros 32 ficaram feridos. Entre os mortos, cinco são iranianos que integravam o grupo armado Hachd al-Chaabi.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano condenou veementemente os ataques inimigos, denunciaram que Arábia Saudita e Estados Unidos atingiram instalações e locais pertencentes a instituições oficiais iraquianas, bem como procissões de peregrinação e postos de serviço. A pasta também denunciou que os ataques foram realizados em consonância com as “ambições dos Estados Unidos e do regime sionista de expandir o escopo da guerra” na região. Em resposta, o IRGC lançou mísseis contra bases norte-americanas na Jordânia.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump promete atacar duramente o Irã
Tasnim
Novas sanções
O Departamento de Estado e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informaram nesta quarta-feira a imposição de novas sanções contra as companhias Persian Gulf Marine Insurance Company e a HormuzSafe Marine Services Authority. Em comunicados separados, os órgãos alegam que estas duas estariam ligadas ao IRGC e foram acusadas de impor “garantias” aos navios que passam pelo Estreito de Ormuz.
“Essas entidades criam riscos artificiais – incluindo a ameaça de apreensão de navios – e depois cobram dos navios comerciais por uma cobertura contra perigos criados pelo próprio regime, gerando assim receitas para o Irã”, denunciaram as entidades norte-americanas, porém, sem apresentar provas.
Além disso, o governo Trump sancionou oito empresas que operam embarcações responsáveis pelo transporte de petróleo bruto e outros produtos petroquímicos iranianos para a China e os Emirados Árabes Unidos.
























