Presidente da Colômbia nega haver acampamento das FARC na Venezuela

Presidente da Colômbia nega haver acampamento das FARC na Venezuela

Ansa

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, declarou hoje que não há acampamentos das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no território venezuelano, ao contrário das acusações que seu antecessor e correligionário, Álvaro Uribe, realizava continuamente contra o mandatário Hugo Chávez.

Santos afirmou que as relações entre os dois países estão melhorando e que isso é um "ato de responsabilidade". Desde que assumiu a Presidência da Colômbia, em agosto de 2010, Santos tem mantido uma relação mais pacífica com o governo venezuelano em comparação com o governo anterior.

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Ele, que foi ministro de Defesa de Uribe (2000-2010), e Chávez já se reuniram três vezes desde então, sendo que o último encontro ocorreu em Cartagena das Índias, na Colômbia, no início de abril, quando assinaram 16 acordos bilaterais.

De visita a Madri, Santos disse à Televisão Espanhola que "temos evidências de que os acampamentos que foram localizados já não estão mais lá", em referência à Venezuela.

Nos últimos dias na presidência colombiana, Uribe acusou Caracas de ser conivente com a presença de acampamentos da guerrilha colombiana em seu território. A acusação custou a suspensão das relações diplomáticas entre os dois países por alguns dias, até Santos assumir o cargo.

As acusações, apesar de não terem sido feitas pela primeira vez, foram realizadas em uma reunião extraordinária da OEA (Organização dos Estados Americanos), acompanhadas de supostas provas.

A retomada das relações entre Colômbia e o país vizinho foi possível por iniciativa do então secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-americanas), o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, que faleceu no fim de outubro de 2010.

Para Santos, a superação da crise bilateral foi conveniente para a região "aos venezuelanos e aos colombianos". Os dois países compartilham uma fronteira com mais de 2.200 quilômetros e a Venezuela frequentemente reclama que transitam pela divisa guerrilheiros, paramilitares e narcotraficantes.



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