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Doença sexualmente transmissível pode levar coalas à extinção na Austrália

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Doença sexualmente transmissível pode levar coalas à extinção na Austrália

João Novaes

2011-06-14T19:37:00+0000

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Os coalas estão cada vez mais raros no meio-ambiente selvagem da Austrália, e um grupo de pesquisadores está pedindo ao Senado do país que classifique a espécie como ameaçada de extinção.

O fato, segundo os cientistas, é consequência da interferência humana no habitat dos marsupiais e o avanço da clamídia, uma DST (doença sexualmente transmissível) que atinge esses animais. A doença é causada por uma bactéria e afeta os órgãos genitais dos dois sexos. Sua principal consequência é a infertilidade. As informações são do jornal francês Le Monde, reproduzidas na revista norte-americana Time.

"A clamídia é uma das muitas ameaças contemporâneas que os coalas passaram a enfrentar", diz Mathew Crowther, um biologista da Universidade de Sydney. De acordo com a AKF (Australian Koala Foundation), ONG que luta pela preservação da espécie, além da infertilidade e outras infecções que atrapalham a reprodução do animal, a bactéria ainda pode causar cegueira, pneumonia e infecções renais.

Wikimedia Commons

Um filhote de coala, espécie que pode estar ameaçada de extinção.

Os pesquisadores estimam que a população de coalas na Austrália fique entre 50 mil a 100 mil exemplares. "Não temos certeza do número correto porque não recebemos subsídios governamentais para realizar esse censo. Mas está claro que o número diminuiu", diz Alistair Melzer, pesquisador sênior da Universidade de Queensland. Os cálculos para o Estado de Queensland são que a população do animal caiu 80% desde os anos 1990. Segundo a AFK, calcula-se que a população total de animais, que existe fora de cativeiro apenas nas regiões sul e leste do país, é atualmente de apenas 43 mil exemplares.

Na Austrália, cada Estado é responsável por criar uma lista de espécies ameaçada. Os pesquisadores pedem ao governo para que seja criada uma lista nacional. “É um ciclo vicioso”, diz Melzer. "O governo não classifica o coala como espécie em perigo por falta de evidências claras. Ao mesmo tempo, nós não temos fundos para financiar um levantamento a longo prazo". Para os defensores da lista nacional, a medida,  favorece a preservação dos habitats originais dos coalas.

Wikimedia Commons

Uma coala fêmea no chão com seu filhote: destruição do habitat também é responsável por doenças.

O caso dos coalas passou a ser examinado por uma comissão do Senado, a qual se espera que, até agosto, apresente uma recomendação ao governo se deve ou não classificar o animal como "espécie ameaçada". "Se isso ocorrer, será benéfico não apenas para os coalas, mas para todas as espécies que dividem seu habitat", diz Crowther.

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De acordo com a AFK, a clamídia se manifesta principalmente em tempos de stress, e ocorrem principalmente com a destruição de seu habitat. Também são comuns na espécie cânceres como leucemia e de pele. Segundo a associação, as doenças afetam com muito mais frequência os coalas que saíram de seu habitat natural. Isso inclui espécies que foram transferidas para outras regiões do país, como na Ilha Canguru, localizada no Estado da Austrália do Sul, um dos poucos locais que sofre com a superpopulação da espécie.

Wikimedia Commons

Coala costumam passar boa parte do dia dormindo.

A causa principal para a dizimação da população continua sendo a urbanização e o avanço das atividades de agropecuária, que destruíram seu habitat natural. A base alimentar do coala são as folhas de eucalipto, que crescem em locais bem específicos do país. Suas árvores precisam de um tipo de solo muito fértil para se desenvolverem, o que faz com que disputem espaço com as plantações.

Wikimedia Commons

Coala em ambiente natural, no Estado de Vitória.

A mudança climática é outro fator apontado por Melzer, já que a espécie sofre com altas temperaturas e a seca. "Caso a temperatura venha mesmo a aumentar significativamente, os coalas não irão migrar para o sul, onde as temperaturas são mais baixas. Como resultado, eles devem apenas morrer", prevê o pesquisador.

Outros casos comuns de morte de coalas são atropelamentos nas estradas, incêndios e ataques de cachorros domésticos. Seus predadores naturais, como dingos (cães selvagens), aves de rapina e serpentes são considerados causas pouco significativas para a redução da população, segundo a AFK.

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Coronavírus

Três dias após reinício das aulas, França já teve que fechar 22 escolas por causa da covid-19

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Das instituições fechadas, 10 ficam na ilha de Reunião - território ultramarino francês - e outras 12 ficam no continente

Redação

ANSA ANSA

Paris (França)
2020-09-04T13:26:54+0000

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O ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer, informou nesta sexta-feira (04/09) que o governo já precisou fechar 22 escolas no país por conta de ao menos um caso de coronavírus (Sars-CoV-2) em sala de aula. Ao todo, 100 classes foram afetadas.

O ano letivo 2020/2021 foi iniciado na terça-feira (1º/9) e as escolas foram fechadas até ontem, segundo informou Blanquer. Das instituições fechadas, 10 ficam na ilha de Reunião - território ultramarino francês - e outras 12 ficam no continente.

Blanquer ressaltou que esses números "mudam todos os dias" porque cerca de 250 protocolos de suspeita de positividade para a covid-19 são registrados diariamente. A maior parte dessas infecções suspeitas são "ligadas a fatores externos às escolas, com pessoas que foram contaminadas antes da retomada das aulas".

Ao todo, a França tem cerca de 60 mil escolas.

Conforme os dados do Centro Universitário Johns Hopkins, o país contabiliza 338.220 casos de contaminação por covid-19 e 30.712 mortes. No entanto, após controlar o número de infecções, a França vem enfrentando uma alta expressiva de novos casos nas últimas semanas, em níveis semelhantes ao mês de abril. 

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