Kadafi diz que ficará em Trípoli 'até o fim'; governo pede diálogo

Kadafi diz que ficará em Trípoli 'até o fim'; governo pede diálogo

Redação

O líder da Líbia, Muamar Kadafi, afirmou neste domingo (21/08), em meio à aproximação das forças rebeldes, que ficará em Trípoli "até o fim". Em um pronunciamento de áudio transmitido pela TV estatal, Kadafi pediu que seus apoiadores em todo o país ajudem a liberar a capital da ofensiva rebelde, e afirmou que sairá vitorioso da batalha.

Os grupos rebeldes se aproximam de Trípoli neste final de semana, e já teriam tomado o controle de um quartel às portas da capital do país. Um grupo de 200 rebeldes teriam chegado à cidade neste domingo em barcos, vindos da cidade de Misrata.

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Ao mesmo tempo, os aviões da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) bombardearam o quartel-general do líder líbio e o aeroporto de Maitika, também na capital do país, informaram a rede de televisão Al Jazeera e a rede multiestatal TeleSur. O correspondente da TeleSur confirmou que rebeldes e OTAN empreenderam uma ação "coordenada" contra a capital.

O complexo fortificado é o "quartel residência" de Kadafi. A mesma rede de TV afirmou que as forças rebeldes que tentam avançar sobre Trípoli teriam matado 31 membros das forças de Kadafi. Outros 42 teriam sido detidos.

Diálogo

O porta-voz do governo líbio, Musa Ibrahim, pediu, neste domingo, aos insurgentes que lutam pelo controle do poder no país para negociar mas, ao mesmo tempo, garantiu que há “milhares e milhares de soldados preparados para defender [a capital da Líbia] Trípoli” do avanço rebelde. Em uma entrevista coletiva divulgada pela Al Jazeera, Ibrahim acusou a OTAN de “causar o caos” com os bombardeios das cidades líbias.

O porta-voz disse ainda que os líderes norte-americano, Barack Obama, britânico, David Cameron, e francês, Nicolas Sarkozy, são os “responsáveis morais por qualquer morte desnecessária”.

Ibrahim lançou ainda um alerta à comunidade internacional para uma possível “vingança” dos rebeldes, muitos dos quais, segundo ele, sem um projeto político e que atuam pela “sede de vingança e de sangue”. Acusou ainda as forças rebeldes que tentam derrubar o líder líbio de promover execuções sumárias em localidades como Gharian, nos arredores de Trípoli.

“Os crimes mais comuns [dos rebeldes] são as execuções, o roubo, o incêndio de casas, a violação e a tortura”, cometidos "debaixo da responsabilidade do Ocidente e da OTAN", acrescentou. “O mundo não pode dizer que não foi avisado”, reiterou, acrescentando que “Trípoli está bem protegida por milhares de soldados preparados para defender a cidade dos rebeldes, que não são nada sem a OTAN”.


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