Egito registra novos confrontos entre torcedores e forças de segurança

Pelo menos nove pessoas morreram até agora durante as manifestações

Agência Efe

Uma centena de manifestantes, em sua maioria torcedores do time de futebol Al-Ahly, entraram em confronto novamente na manhã deste sábado (04/02) com as forças de segurança que vigiam o Ministério do Interior egípcio, segundo a Agência Efe constatou no local.

Após uma noite de graves conflitos, a madrugada trouxe uma breve trégua que voltou a ser rompida neste sábado por volta das 10h local (6h de Brasília), depois que a polícia lançou gás lacrimogêneo enquanto os manifestantes entoavam slogans contra as autoridades egípcias.

Os policiais utilizam as mesmas pedras que foram lançadas pelos jovens e que cobrem a calçada das ruas que rodeiam o Ministério do Interior.

Os manifestantes conseguiram avançar posições e deslocaram um alambrado que havia sido colocado pela polícia no início da Rua Nubar para proteger a sede ministerial.

Por trás dos arames, as forças de segurança instalaram uma dupla barreira humana para evitar novos avanços, enquanto furgões policiais e caminhões do Exército estão estacionados na retaguarda.

No ar ainda há um forte cheiro de gás lacrimogêneo, que foi bastante utilizado ao longo da noite pelas forças de segurança nos violentos choques com os torcedores, muitos dos quais empunham bandeiras do Al Ahly e vestem a camisa do time.

Apesar das tentativas de mediação realizadas nesta sexta (03) à noite por personalidades como o dirigente da Irmandade Muçulmana Mohammed Beltagui, a violência não se deteve até o momento.

Além disso, na última noite os manifestantes atearam fogo à sede do serviço de impostos imobiliários, situada muito próximo ao Ministério do Interior, no centro do Cairo, onde os choques estão ocorrendo.

De acordo com a emissora de TV árabe Al Jazeera, pelo menos nove pessoas morreram até agora nos confrontos após o jogo entre Al Masry e Al Ahly, na última quarta (01/02). Seis mortes teriam ocorrido na cidade de Suez e o restante na capital do país. Mais de 2,5 mil pessoas ficaram feridas durante as manifestações.

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