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Política e Economia

Israelense ateia fogo em si durante protestos sociais em Tel Aviv

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Em carta, homem expõe raiva frente ao governo israelense e os culpa por situação de "humilhação"

Arturo Hartmann

2012-07-15T17:58:00.000Z

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ActiveStills.org

Momento em que israelense ateou fogo sobre si mesmo, manifestantes tentaram apagar a chama

Um homem israelense de 52 anos ateou fogo em si durante manifestação que ocorria em Tel Aviv no sábado à noite. Segundo estimativas da polícia publicadas pelo diário Haaretz, dez mil pessoas marchavam na capital no aniversário de um ano do movimento de 2011, que na época chegaram a mobilizar 500 mil pessoas em protestos sociais contra os preços de moradias e as políticas de habitação do Estado de Israel.

A manifestação passava pela rua Kaplan quando o homem jogou gasolina em seu corpo e ateou fogo em si. Outros protestantes que estavam próximos conseguiram apagar o fogo a tempo e ele foi encaminhado ao Hospital Ichilov. Ainda assim, o site 972-mag informou que sua condição é grave.

O homem distribuiu 50 cópias de uma carta em que expunha as razões de seu protesto. A carta distribuída detalha sua dificuldades financeiras, de moradia e de saúde, e expõe a raiva direcionada diretamente ao Estado. Logo após o incidente, o site financeiro de Israel publicou alguns de seus problemas: de acordo com o texto traduzido pelo 972-mag, ele processava o Instituto Nacional de Seguros por ter confiscado os cinco caminhões de uma companhia de entregas que dirigia. O confisco ocorreu por uma dívida de 5 mil shekels (cerca de 2500 reais). No processo, ele alega que a ação do Instituto levou seu negócio à ruína financeira.

 

A carta vai abaixo (tradução do 972-mag):

“O Estado de Israel roubou de mim e tomou de mim, me deixou sem nada

e a Corte Distrital de Tel Aviv tomou minhas chances de conseguir justiça

o registro está na Corte Distrital de Tel Aviv, descumpriu a lei, bloqueou procedimentos legais por condescendência.

Nem mesmo me ajuda nas taxas de aluguel

Dois comitês do Ministério de Habitação me rejeitaram apesar de eu ter tido um derrame e ter sido concedido a mim 100% de invalidez no trabalho

Pergunte ao diretor da Amidar, em Haifa, na rua Hanevi’im

Eu culpo o Estado de Israel

Eu culpo Bibi Netanyahu

E Yuval Steinitz (ministro das Finanças)

Ambos são escória

Pela humilhação que cidadãos em situação de privação passam todos os dias, eles tomam dos pobres e dão aos ricos, e aos servidores públicos

Estes que servem ao Estado de Israel

O Seguro Nacional de Saúde, especialmente, o diretor de operações, e o diretor do departamento de reclamações – na rua Lincoln em Tel Aviv, que ilegalmente confiscou meu equipamento de trabalho de meus caminhões

A seccional do Instituto de Seguros Nacional de Haifa, que abusou de mim por um ano até eu conseguir o certificado de invalidez

Que eu tenha pago 2300 shekels (1250 reais) por mês em taxas do Seguro Saúde e mesmo por meus medicamentos

Eu não tenho dinheiro para medicamentos ou aluguel. Eu não posso ganhar dinheiro depois que eu paguei milhões em taxas Eu fiz o exército e depois, até os 46 anos, fiz o serviço de reserva

Eu me recuso a ser um sem-teto, por isso eu protesto

Contra todas as injustiças feitas contra mim pelo Estado, a mim e a outros como eu”.

Os protestos deste sábado não se limitaram a Tel Aviv e ocorreram em Haifa, Beersheba e Afula. Daphni Leef, que lançou os protestos do movimento no ano passado, disse ao Haaretz que a mensagem não mudou. “Queremos uma sociedade justa. Hoje também estamos celebrando. De repente, quando as pessoas tomam as ruas, entendem que tem o poder e que estão certas”.

ActiveStills.org

Após manifestantes terem conseguido apagar o fogo, o homem foi socorrido

O protesto radical do homem israelense guarda muitas similaridades com o protesto do tunisiano Mohammed Bouazizi. O seu final trágico foi o estopim para a onda de levantes e protestos que varreram países árabes da região ano passado, como a própria Tunísia e o Egito.

Em 17 de dezembro de 2010, um policial confiscou sua banca de vegetais sem licença, não pela primeira vez, e a ação foi acompanhada de humilhação, tapas e insultos a seu pai. O tunisiano foi até a administração local reportar uma reclamação, mas os oficiais se recusaram a vê-lo. A situação econômica de pobreza e o abuso constante da burocracia estatal fez com que uma hora depois de ter sua tenda confiscada, ele fosse até o prédio da administração e ateasse fogo em si. Ele morreu dias depois, em 4 de janeiro. Dez dias depois da morte de Bouazizi, o governo de 23 anos de Zine BenAli era derrubado por violentos protestos populares.

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Eleições 2022 no Brasil

Lula terá 'trabalho duro' e Bolsonaro admitiu derrota 'em meias palavras', diz imprensa francesa

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Três dias depois do resultado das eleições, mídia francesa continua com olhos voltados para o Brasil

Andréia Gomes Durão

RFI RFI

2022-11-02T20:55:00.000Z

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Três dias depois do resultado das eleições, a mídia francesa continua com os olhos voltados para o Brasil.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva ilustra a capa do Libération desta quarta-feira (02/11). O artigo destaca o "trabalho duro" que aguarda o futuro chefe de Estado, que anunciou a luta contra a pobreza e a proteção do meio ambiente como diretrizes de seu futuro governo.

Para o diário, Lula espera retomar as políticas de redução das desigualdades sociais que permitiram que 33 milhões de pessoas saíssem da pobreza. Os mesmos 33 milhões que hoje passam por insegurança alimentar, ressalto o diário.

Lula também é manchete do Le Monde, que enfatiza o "país dividido" que o futuro presidente irá assumir. Ilustrando essa ruptura, a publicação descreve o contraste entre a euforia dos eleitores petistas e o tom de hostilidade daqueles que apoiam Jair Bolsonaro.

Flickr/Palácio do Planalto
Diário 'Le Figaro' afirma que Bolsonaro teria reconhecido vitória de Lula "em meias palavras"

Risco de desestabilização

Lula ocupa ainda a capa do La Croix, que traduz a apreensão sobre o próximo governo sob a manchete "Lula, frágil esperança". Para o diário, o silêncio de quase 48 horas de Jair Bolsonaro confirma um risco de desestabilização do país.

A matéria do jornal econômico Les Echos também enfatiza este cenário, em que o presidente eleito terá pela frente um Congresso conservador e muitos governadores da oposição.

Enquanto isso, o diário Le Figaro prioriza a declaração de Bolsonaro nesta terça-feira (01/11), a primeira desde o anúncio do resultado da eleição, em que teria reconhecido a vitória de Lula "em meias palavras".

Já o Le Parisien dá destaque à dificuldade de Bolsonaro de encarar as câmeras, o quão breve foi a declaração, e que não houve resposta a qualquer pergunta da imprensa. Uma declaração que se resumiu em agradecer o apoio de seus eleitores e, mais uma vez, atacar seus adversários.

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