Conselho de Segurança da ONU condena lançamento de foguete norte-coreano

Iniciativa norte-coreana foi criticada até pela principal aliada, a China; EUA afirmaram que "haverá consequências"

Redação


O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta quarta-feira (12/12) o lançamento bem-sucedido de um foguete  de longo alcance pela Coreia do Norte. O órgão, composto por 15 países, afirmou que vai considerar urgentemente uma "resposta apropriada". Os EUA e seus aliados veem a iniciativa como um teste disfarçado de míssil balístico.

O órgão também afirmou que o lançamento violava as resoluções do Conselho de Segurança adotadas após os testes nucleares norte-coreanos em 2006 e 2009 e desrespeita a proibição a "qualquer lançamento usando tecnologia de míssil balístico". O presidente do órgão, o embaixador marroquino Mohammed Loulichk, descreveu a medida como "uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança".

Agência Efe (12-12-12)


O conselho disse que, depois de um “fracassado” lançamento em abril , reivindicou que Pyongyang cancelasse novas iniciativas usando tecnologia de mísseis balísticos e expressou sua determinação em tomar medidas em relação a um eventual novo lançamento. "Membros do Conselho de Segurança continuarão em consultas sobre uma resposta apropriada dado a urgência da questão", disse o comunicado.

Repercussão internacional

Os EUA reagiram ao disparo dizendo que o regime de Pyongyang enfrentará "consequências", descrevendo a ação norte-coreana como "um ato altamente provocativo que ameaça a segurança regional". Previamente, Washington afirmou que o lançamento foi outro "exemplo do padrão de comportamento irresponsável da Coreia do Norte".
 


O Comando de Defesa Aeroespacial dos Estados Unidos (Norad, na sigla em inglês) confirmou que "um objeto parece ter alcançado a órbita". A China, o maior aliado da Coreia do Norte, lamentou o lançamento, mas afirmou que qualquer ação da ONU deve ser moderada e evitar o aumento da tensão na região.

O governo japonês informou que o foguete passou sobre partes de Okinawa e não houve tentativa de interceptá-lo. O Japão tinha ameaçado derrubar qualquer foguete ou destroços de satélite que invadissem seu território. O porta-voz do governo japonês chamou o lançamento de "extremamente lamentável". Já o presidente sul-coreano Lee Myung-bak solicitou uma reunião de emergência de seus principais conselheiros para responder ao lançamento do foguete do país vizinho.

Um porta-voz do Ministério do Exterior norte-coreano reagiu às críticas dizendo que o país continuará com seu programa espacial, independentemente da reação internacional.

Em abril, a Coreia do Norte já havia realizado empreitada semelhante, mas, naquela ocasião, o foguete explodiu e caiu logo após seu lançamento no mar ao oeste da península coreana.

(*) com agências de notícias internacionais
 

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