Locais simbólicos são focos de homenagens a Hugo Chávez em Cuba

Da Praça da Revolução, em Havana, à Puerta del Sol, em Madri, simpatizantes lembram presidente venezuelano

Redação

 

Efe

Centenas de cubanos esperam em fila, na Praça da Revolução, em Havana, para homenagear o líder venezuelano

O governo cubano iniciou, nesta quinta-feira (07/03), uma série de homenagens a Hugo Chávez, morto na última terça, após uma extensa luta contra um câncer na região pélvica. País onde o venezuelano foi operado e passou mais de dois meses internado, Cuba cumprirá, na próxima sexta-feira, três dias de luto nacional.

No início da jornada, durante a manhã, autoridades locais realizaram uma oferenda floral no Memorial José Martí, localizado na Praça da Revolução, em Havana. No local, para onde se dirigiram centenas de pessoas, há uma foto do presidente venezuelano, para que os cubanos prestem suas homenagens. 

 

Na praça homônima da cidade de Santiago de Cuba, no leste do país, o presidente cubano, Raúl Castro, depositou uma flor em frente à imagem de Chávez, disposta no monumento a Antonio Maceo. Após a notícia da morte do par venezuelano, Castro havia expressado que “Chávez também é cubano”, além de declarar "eterna lealdade” a sua “memória e legado”, e apoio “irrestrito" à Revolução Bolivariana.

Ainda nesta quinta-feira, se repetirá na ilha um ato já realizado na abertura do cortejo fúnebre de Chávez, na Venezuela, no qual disparos de canhão são efetuados. As bandeiras de todos os edifícios públicos cubanos foram hasteadas a meio mastro, segundo a multiestatal Telesur.

Além da Praça da Revolução da capital cubana, outro local simbólico de resistência ao avanço do capitalismo recebeu homenagens ao líder da Venezuela: a Puerta del Sol, em Madri, onde na quarta-feira centenas de pessoas choraram, cantaram e levantaram cartazes com mensagens de apoio ao povo venezuelano. Entre os cantos entoados estava o de “Chávez vive, a luta continua!”.

Consulados e embaixadas da Venezuela de diversos países do mundo, como Argentina, Brasil, Espanha, Chile, México, Colômbia, Uruguai, Peru e Rússia, também foram cercadas, nos últimos dias, por grupos de simpatizantes que realizaram demonstrações de solidariedade à população venezuelana e homenagens posturas ao presidente do país.

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