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Política e Economia

Stephen Hawking adere ao boicote acadêmico a Israel

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Físico britânico desistiu de participar de conferência com Shimon Peres em protesto contra o tratamento aos palestinos

Redação

2013-05-08T13:00:00.000Z

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Wikimedia Commons - 2006
O renomado físico e ex-professor britânico Stephen Hawking decidiu aderir ao boicote acadêmico contra Israel e desistiu de participar de uma conferência em Jerusalém que homenageará o presidente israelense Shimon Peres, em junho.

O evento, chamado “Enfrentando o Amanhã” e organizado diretamente pela Presidência israelense, entra em sua quinta edição esse ano, atrai milhares de participantes e é apresentado por personalidades importantes. Esse ano também celebraria o aniversário de 90 anos do presidente.

Sem anunciar sua decisão publicamente, Hawkings enviou uma carta a Peres dizendo ter mudado de ideia e que não participará mais do encontro. No entanto, um comunicado do Comitê Britânico para as Universidades da Palestina, divulgado com autorização do professor, informou sobre "sua decisão independente de respeitar o boicote, baseado em seus conhecimentos sobre a Palestina e os conselhos que recebeu de forma unânime através dos contatos que mantém por lá".

Segundo o jornal britânico The Guardian, desde quando aceitou participar do evento, ele recebeu uma série de mensagens e denúncias para persuadi-lo a mudar de ideia, com sucesso. Ele teria dito a amigos que decidiu seguir o conselho de amigos palestinos, todos favoráveis ao boicote. Ele já esteve em Israel e na Palestina anteriormente e condenadou os ataques israelenses contra Gaza em 2009.

A decisão de Hawking marca uma importante vitória na campanha internacional para boicote, desinvestimento e sanções contra instituições acadêmicas israelenses. Outras adesões importantes ocorreram em abril, com o sindicato dos Professores na Irlanda e a Associação de Estudos Americanos e Asiáticos, nos EUA.

Além de Hawking, outras importantes personalidades que aderiram ao boicote são os músicos Elvis Costello, Roger Waters, Annie Lennox e Brian Eno.

Para Israel Maimon, organizador do evento, a decisão de Hawking é “ultrajante” e “equivocada” e que boicotes acadêmicos são “incompatíveis com discursos democráticos”.

A página do físico na rede social Facebook recebeu uma série de manifestações ofensivas, o acusando de antissemitismo e zombando de sua condição física.

O Parlamento israelense aprovou uma lei em 2011 em que passou a considerar qualquer iniciativa a um boicote contra o país uma “ofensa civil” que pode ser passível de multa.

Hawking está com 71 anos e se encontra em estado delicado de saúde em razão do avanço da esclerose lateral amiotrófica, uma doença rara e incurável que o afeta desde os anos 1980, paralisando todos os músculos de seu corpo sem, no entanto, afetar seu cérebro. Atualmente, Hawking é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica e fundador do Centro de Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge.
 

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Eleições 2022 no Brasil

Lula terá 'trabalho duro' e Bolsonaro admitiu derrota 'em meias palavras', diz imprensa francesa

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Três dias depois do resultado das eleições, mídia francesa continua com olhos voltados para o Brasil

Andréia Gomes Durão

RFI RFI

2022-11-02T20:55:00.000Z

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Três dias depois do resultado das eleições, a mídia francesa continua com os olhos voltados para o Brasil.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva ilustra a capa do Libération desta quarta-feira (02/11). O artigo destaca o "trabalho duro" que aguarda o futuro chefe de Estado, que anunciou a luta contra a pobreza e a proteção do meio ambiente como diretrizes de seu futuro governo.

Para o diário, Lula espera retomar as políticas de redução das desigualdades sociais que permitiram que 33 milhões de pessoas saíssem da pobreza. Os mesmos 33 milhões que hoje passam por insegurança alimentar, ressalto o diário.

Lula também é manchete do Le Monde, que enfatiza o "país dividido" que o futuro presidente irá assumir. Ilustrando essa ruptura, a publicação descreve o contraste entre a euforia dos eleitores petistas e o tom de hostilidade daqueles que apoiam Jair Bolsonaro.

Flickr/Palácio do Planalto
Diário 'Le Figaro' afirma que Bolsonaro teria reconhecido vitória de Lula "em meias palavras"

Risco de desestabilização

Lula ocupa ainda a capa do La Croix, que traduz a apreensão sobre o próximo governo sob a manchete "Lula, frágil esperança". Para o diário, o silêncio de quase 48 horas de Jair Bolsonaro confirma um risco de desestabilização do país.

A matéria do jornal econômico Les Echos também enfatiza este cenário, em que o presidente eleito terá pela frente um Congresso conservador e muitos governadores da oposição.

Enquanto isso, o diário Le Figaro prioriza a declaração de Bolsonaro nesta terça-feira (01/11), a primeira desde o anúncio do resultado da eleição, em que teria reconhecido a vitória de Lula "em meias palavras".

Já o Le Parisien dá destaque à dificuldade de Bolsonaro de encarar as câmeras, o quão breve foi a declaração, e que não houve resposta a qualquer pergunta da imprensa. Uma declaração que se resumiu em agradecer o apoio de seus eleitores e, mais uma vez, atacar seus adversários.

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