Governo brasileiro pretende contratar médicos de Espanha e Portugal

Além de profissionais cubanos, país também importa mão de obra estrangeira afetada pela crise econômica europeia

Redação

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta segunda-feira (14/05) que governo brasileiro deseja atrair médicos de Espanha e Portugal para trabalhar em hospitais localizados em regiões carentes no Brasil. A medida tem como objetivo suprir a falta de profissionais da saúde em cidades do interior e na periferia das grandes metrópoles do país.

Aproveitando a crise econômica europeia, que deixou centenas de médicos desempregados

Segundo Padilha, o objetivo da medida é realizar intercâmbios com os dois países ibéricos, seriamente afetados pela crise econômica europeia, que provocou altos índices de desemprego. O governo brasileiro enviará nesta quarta-feira (14) para Espanha um representante que visitará algumas das principais faculdades de medicina do país.

O anúncio do ministro veio uma semana depois do Itamaraty divulgar que o Brasil deverá contratar cerca de seis mil médicos cubanos no sistema público de saúde nos próximos meses. Na ocasião, organizações médicas de todo o país protestaram contra um possível acordo entre os governos do Brasil e de Cuba.

Agência Brasil

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha defende a presença de médicos estrangeiros no Brasil

A AMB (Associação Médica Brasileira) pretende acionar a Justiça, caso ocorra a importação de médicos de outros países sem que eles passem por "rígidos testes de conhecimento, habilidade e atitude".
 

O Ministério da Saúde afirma, no entanto, a ação dos médicos será “exclusivamente em áreas carentes”, onde existe um déficit de profissionais. Padilha exemplificou que 40% dos médicos na Inglaterra são formados em outros países.

Cuba já tem um acordo de cooperação semelhante com outro membro do Mercosul (Mercado Comum do Cone Sul), a Venezuela, através da "missão Barrio Adentro". Em troca do petróleo venezuelano, Cuba envia profissionais da saúde para atuar ao lado de venezuelanos e oferecer serviços de saúde à população em áreas pobres e inacessíveis. Com nove anos de implementação, foram realizadas mais de 500 mil consultas médicas gratuitas, de acordo com o governo venezuelano.

 

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