Acusada de racismo, empresa tira "doce negro" do mercado da Escandinávia

Pressionada, confeitaria alemã Haribo, conhecida por doces em forma de ursinhos, encerra venda do "Skipper Mix"

Redação

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Doces foram considerados racistas e retirados de circulação na Escandinávia

Após pressão dos consumidores, a marca alemã Haribo anunciou nesta sexta-feira (17/01) que a empresa encerrou a venda de uma linha específica de produtos na Suécia e na Dinamarca, após clientes considerarem-na racista. Feitos de alcaçuz, os doces fazem parte do pacote de sortidos chamado “Skipper Mix”, lançado pela empresa. 

A polêmica se desenvolveu pelo fato de que o produto em questão tinha a forma de máscaras ou de representações de rostos escuros que remetiam à arte primitiva africana. “Não é algo que nós tivéssemos visto de forma negativa”, explicou Ola Dagliden, diretor da filial sueca da empresa, à AFP. No entanto, as fotos do produto já foram retirados do site oficial da Haribo.

A Haribo afirmou ter consciência das críticas que os internautas exprimiram nas últimas semanas. “Estimamos que podíamos retirar as partes que certos consumidores julgaram ofensivos”, lamentou Dagliden.

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A empresa foi fundada em 1920 por Hans Riegel, morto em outubro de 2013


Na França, uma situação semelhante aconteceu em 2013. Segundo o jornal Le Monde, a Haribo havia lançado um novo pacote de doces, chamado “Rosto de negro”. Os produtores foram retirados da venda no mesmo ano. 

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