EUA confirmam que Rússia avisou que lançaria míssil antes de crise com Ucrânia

Governo russo também nega que península da Crimeia esteja sob seu controle

Redação

Agência Efe

Soldados russom em alerta: míssil lançado ontem causou tensão na comunidade internacional

O governo dos EUA afirmou nesta quarta-feira (05/03) que a Rússia avisou com antecedência que lançaria míssil intercontinental ontem (04). "Foi um lançamento militar notificado previamente e rotineiro", relatou o Pentágono em nota oficial. O disparo causou tensão na comunidade internacional após suspeitas que o artefato poderia ser parte de um ataque a Crimeia - região de fronteira com Ucrânia - em meio ao clima de tensão entre os países.

Leia mais:
Povo fala: um ano depois, o chavismo sobreviveu à morte de Chávez?

A porta-voz assegurou que o lançamento foi realizado seguindo os protocolos requeridos pelo tratado de não-proliferação Start III, assinado entre Rússia e Estados Unidos em 2010. "A Rússia nos notificou previamente do lançamento. Tais notificações têm como intenção fornecer transparência, confiança, ser previsíveis e ajudar ambos lados a evitar mal-entendidos", afirmou Washington.

Rússia nega controle na Crimeia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrok, negou hoje (4) que as Forças Armadas da Ucrânia na Crimeia estejam sob comando russo. "As ações feitas na região são de "forças de autodefesa", disse o chanceler.

No começo da semana, tropas russas assumiram o controle do terminal de balsas da Crimeia, um dos principais pontos de conexão com a Ucrânia. Além da manobra, a ONU relatou que o Exército de Putin cercou bases militares ucranianas na Crimeia, o domínio militar russo na região de fronteira, aumentando a tensão sobre um possível confronto armado. Lavrok, no entanto, afirma que o objetivo é "proteger os cidadãos e garantir a segurança da região".

Homens armados bloqueiam postos da guarda de fronteira ucraniana na Crimeia

Um grupo de homens armados invadiu e bloqueou oito postos de controle da Guarda de Fronteira ucraniana na Crimeia, embora nenhum dos agentes tenham abandonado suas posições, informou na manhã de hoje (05) o chefe adjunto do SGU (Serviço de Guarda de Fronteiras da Ucrânia), Pavel Shisholin.

De acordo com a fonte, no porto de Kerch, que une a república autônoma ucraniana com a Rússia, os agentes ucranianos trabalham "rodeados por mais de 100 homens armados". "Os guardas de fronteiras seguem resistindo perante os militares russos da Frota do Mar Negro, das tropas de assalto e dos serviços especiais, que bloqueiam os postos de vigilância da Ucrânia na Crimeia", assinalou a SGU em comunicado.

O serviço da guarda de fronteira reforça o controle da fronteira terrestre com a Rússia no leste da Ucrânia "para não permitir a entrada de todos os terroristas russos que exaltam à sociedade ucraniana nas regiões orientais" do país, disse Shisholin.

No sul, região que une a Crimeia com o resto da Ucrânia, a SGU reforçou sua presença com três postos de controle entre estes territórios.

(*) Com informações da Agência Efe

Comentários