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Política e Economia

África do Sul: só metade dos brancos classifica apartheid como crime contra humanidade

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Relatório aponta que desigualdade e injustiça permanecem no país; maioria acredita não ser possível ter um país "unido"

Patrícia Dichtchekenian

2014-12-05T08:00:00.000Z

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Um ano depois da morte de Nelson Mandela – símbolo de luta contra o apartheid na África do Sul – um relatório de um centro de estudos do país revela que as atrocidades cometidas pelo sistema segregacionista estão caindo cada vez mais em esquecimento pela população local. 


Realizado pelo Instituto de Justiça e Reconciliação, e lançado nesta semana, na Cidade do Cabo, o documento de quase 50 páginas reúne pesquisas elaboradas entre 2003 e 2013 que avaliam o comportamento da sociedade sul-africana face a questões raciais e de classe.

Reprodução/ IJR
Em 2003, por exemplo, 89% dos sul-africanos negros e 70% dos brancos concordaram que o apatheid era um crime contra a humanidade. Dez anos depois, tal perspectiva caiu para 80% da população negra no país e despencou para 52% entre os brancos.

['Quantos sul-africanos concordam que o apartheid foi um crime contra humanidade?']

“A população parece esquecer quão opressivo e criminoso foi o apartheid”, sublinha o relatório, ressaltando que os sul-africanos brancos tem maior resistência em reconhecer as injustiças raciais que permeiam a história do país.

A análise dos últimos anos também revelou que os sul-africanos parecem se distanciar cada vez mais de uma identidade nacional inclusiva. Questionada se seria desejável criar uma África do Sul unida com todos os grupos que vivem no país, a maioria da população rebateu, perguntando se tal realidade poderia ser atingida.

Em 2013, o desejo por uma interação interracial foi expresso apenas por 20% dos sul-africanos negros e 11% entre os brancos. Dez anos antes, essa vontade representava 31% dos negros e 16% dos brancos.

“Essas descobertas trazem implicações profundas para a reconciliação racial na África do Sul e apontam um sério obstáculo para a política de integração nos próximos anos”, alerta o instituto.

Mesmo após um ano da morte do patrono da reconciliação, “as contínuas formas de desigualdade e injustiça permanecem na África do Sul, resultando em um sentimento de desilusão com a ideia de unidade”, conclui o responsável pelo relatório, Kim Wale, em entrevista ao veículo local Daily Maverick.

Efe/ arquivo


Relembre especial de Opera Mundi sobre um ano de morte de Nelson Mandela:

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Política e Economia

Zona do euro desacelera e registra inflação recorde em outubro

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De acordo com a agência europeia de estatísticas Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da Eurozona registrou crescimento de apenas 0,2% no terceiro trimestre

Redação

RFI RFI

Paris (França)
2022-10-31T22:30:00.000Z

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A economia da zona do euro - o grupo das 19 economias europeias que compartilham a moeda comum - encerrou o terceiro trimestre do ano em desaceleração e registrou inflação recorde em outubro.

De acordo com a agência europeia de estatísticas Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da Eurozona registrou crescimento de apenas 0,2% no terceiro trimestre. A desaceleração é considerável em relação ao resultado do segundo trimestre, de expansão de 0,8%, após um desempenho de 0,6% no primeiro trimestre.

O Eurostat destacou que este crescimento de apenas 0,2% vale também para o bloco geral da União Europeia, ou seja, incluindo os países que não adotam o euro como moeda comum. No trimestre anterior, a economia geral da UE cresceu 0,7%, de acordo com o Eurostat, que também informou que a inflação na zona fechou o mês de outubro em 10,7%, um novo recorde.

Em setembro, o índice de inflação medido pela Eurostat foi de 9,9% (inicialmente estimado em 10,0%). Das principais economias da zona euro, a Alemanha teve uma inflação elevada, de 11,5% interanual, enquanto a Espanha registrou 7,3%.

A França registrou a menor inflação da zona do euro em outubro, com 7,1%, embora os países bálticos estejam no outro extremo: a Letônia teve 21,8%, a Lituânia 22,0% e a Estônia teve a maior taxa do bloco, 22,4%.

Inflação descontrolada

O Eurostat salientou que, como acontece há vários meses, a inflação desencadeada é impulsionada pelos fortes aumentos dos preços da energia, que em outubro atingiram 41,9%, contra 40,7% em setembro.

Todos os outros componentes da inflação também aumentaram. O segmento de alimentos (que inclui também álcool e tabaco) cresceu 13,1%, contra 11,8% em setembro. Os bens industriais sem uso de energia aumentaram 6,0%, contra 5,5% um mês antes, e os serviços 4,4%, contra 4,3% em setembro.

Avij/Wikimedia Commons
Em setembro, o índice de inflação medido pela Eurostat foi de 9,9%

O Banco Central Europeu (BCE), que no início do ano trabalhava com uma expectativa de inflação "próxima, mas inferior" a 2% em 2022, sofreu forte pressão devido ao aumento descontrolado dos preços.

Na semana passada, o BCE aumentou as suas taxas de juros em 0,75 ponto percentual, passando assim de 1,5% para 2,25%, e deixou em aberto a possibilidade de novos aumentos.

Crise energética

O bloco europeu enfrenta uma mistura de crescimento muito baixo e inflação alta, combinação intensificada por uma grave crise energética e a continuação da guerra na Ucrânia, que tem efeitos em todo o continente.

Para os economistas da consultoria Oxford Economics, uma recessão na região é inevitável. "Com tantos dados em território negativo, trata-se de saber quão profunda será a recessão", afirmaram. Para os especialistas, o fraco resultado do terceiro trimestre foi um pouco melhor do que o esperado, mas "uma recessão para o inverno [no hemisfério norte] é iminente".

A gravidade do panorama, observaram analistas da Oxford Economics, também se estende aos esforços para controlar a inflação. "As divergências nas taxas de inflação nos países da zona do euro estão se intensificando, e isso torna as coisas mais sérias em termos de política monetária", destacaram.

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