Syriza fala em 'vitória histórica' na Grécia e 'esperança contra austeridade'

Próximo de obter maioria absoluta, partido reafirma compromisso de campanha de renegociar dívida; conservador Nova Democracia reconheceu derrota

Redação

O partido de esquerda Syriza comemorou os resultados da boca de urna que o coloca como vencedor das eleições deste domingo (25/01). Para a agremiação, é uma "vitória histórica".

Agência Efe

Apoiadores de 
Alexis Tsipras, líder do Syriza, comemoram resultado de boca de urna

"É uma vitória histórica que dá esperança aos cidadãos gregos que votaram contra a austeridade", disse o partido logo após a divulgação dos primeiros números, acrescentando que este é o primeiro passo para o desenvolvimento progressista na Europa.

O Syriza garantiu que o "novo governo implementará o programa de Salônica, coluna vertebral de sua proposta de campanha, para acabar com a crise humanitária e que começará a negociação com os credores".

De acordo com os levantamentos, a agremiação deve ter algo entre 35% e 39% dos votos, quatro pontos a mais do que o apontado pelas pesquisas de intenção de voto. Assim, o partido fica próximo de atingir maioria absoluta, já que o vencedor ganha 50 cadeiras (das 300 em jogo) a título de bonificação eleitoral.

Acompanhe a história do Syriza, em fotos:

O partido conservador Nova Democracia, que aparece como segundo colocado com votação entre 24% e 27%, destacou que pesquisa de boca de urna "não é resultado", mas admitiu que o Syriza é "a primeira força política" do país.

Em terceiro lugar deve ficar o To Potami, de centro-esquerda, entre 6% e 8,5%, empatado com o Aurora Dourada, de extrema-direita. O Partido Comunista deve alcançar até 7% dos votos. O Pasok, que é muito identificado com as políticas de austeridade, vem atrás dos comunistas, com teto de 6%.

Já o líder do partido "Gregos Independentes", a direita nacionalista grega, Panos Kammenos, afirmou que "o povo recuperará a soberania nacional". Ele acredita que o governo agiu contra a Constituição ao considerar que a troika de credores (FMI, BCE e Comissão Europeia) impõe condições que vão contra a soberania nacional.

"Não haverá mais Grécia governada por e-mails. A partir de amanhã seremos os fiadores do novo rumo do país, com todos os gregos unidos. Já terminou o medo. Os gregos uniram nossas almas, e vamos juntar nossas forças para proteger nossa nação", disse.

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