Como resposta às sanções dos EUA, mais de 100 mil realizam exercícios militares na Venezuela

Atividades foram convocadas pelo presidente Nicolás Maduro e terão dez dias de duração; cerca de 20 mil dos participantes são civis

Redação

Após uma convocatória feita pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, um Exército com mais de cem mil pessoas realizaram manobras militares defensivas neste sábado (14/03) em uma atividade chamada de “Escudo Bolivariano”. O objetivo da ação, que se estenderá por dez dias e da qual participaram cerca de 20 mil civis, é “demonstrar a capacidade da Venezuela de defender sua soberania” diante de uma possível agressão realizada pelos Estados Unidos.

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Agência Efe

Ação é realizada com civis e militares com o objetivo de defender o país de agressão estrangeira

A relação entre os países se deteriorou após o presidente Barack Obama declarar que Venezuela é “uma ameaça à segurança nacional” dos EUA e impor sanções ao país.

Na manhã deste sábado (14/03), o ministro venezuelano para a Defesa, Vladimir Padrino López, explicou que o exercício militar é parte do Programa de Exercício Militar de 2015 e a participação da população corresponde à articulação cívico-militar diante do decreto norte-americano que considera a Venezuela como uma “ameaça não usual”.

Padrino ressaltou que não se trata de um exercício de demonstração bélica, mas uma “articulação da Força Armada e o povo na organização e construção do que denominamos os órgãos de defesa integral, que terão direção política conectados com a luta armada” como forma de se defender de eventual agressão.

Agência Efe

Civis marcharam em Caracas durante o exercício militar

O exercício foi ordenado por Maduro na última quarta-feira (11/03) para identificar pontos críticos de defesa e garantir que o país "não seja atingido por ninguém", ou para que "não seja tocado pelas botas ianques", como disse perante o plenário da Assembleia Nacional.

"Venezuela tem que estar preparada, porque a Venezuela não é e nem pode ser jamais a Líbia ou o Iraque", justificou Maduro.

Hoje, em seu Twitter, Maduro felicitou as forças armadas e o povo pelos exercícios:

 

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