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Política e Economia

CIA cogitou matar Fidel com equipamento de mergulho infectado com bacilo da tuberculose

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Segundo documentos desclassificados, CIA pensou em fazer espião dos EUA presentear líder cubano com equipamento contaminado nos anos 1960

Redação

2016-02-28T18:07:00+0000

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Atualizada em 26.nov.2016

Um instituto que pesquisa a história das instituições norte-americanas de segurança nacional revelou, no final de fevereiro de 2016, que, em 1963 a CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) cogitou assassinar o líder cubano Fidel Castro utilizando equipamento de mergulho como vetor do bacilo causador da tuberculose.

Segundo documentos da Casa Branca e da CIA divulgados pelo National Security Archive (Arquivo de Segurança Nacional), instituto localizado no campus da Universidade George Washington, na cidade de Washington, nos EUA, o então espião James Donovan realizou as primeiras negociações secretas entre o país e Fidel Castro com o apoio da CIA.

Tainted with Madura foot fungus, tuberculosis bacteria (2/2) #Oscars #BridgeOfSpies #FOIA https://t.co/GhTaPlGbFN pic.twitter.com/EDDfatd031

— NatlSecurityArchive (@NSArchive) 26 de fevereiro de 2016

Os documentos apontam que, após a crise dos mísseis, Donovan, interpretado pelo ator Tom Hanks no filme “Ponte dos Espiões” (2015), passou a discutir com Fidel maneiras de melhorar as relações entre EUA e Cuba. Durante a série de encontros entre o espião e o líder cubano na ilha entre janeiro e abril de 1963, Fidel teria manifestado interesse em normalizar as relações com os EUA, de acordo com os relatos de Donovan à Casa Branca.

A CIA e o Departamento de Estado dos EUA queriam impor uma série de condições para a reaproximação com Cuba, entre elas o corte de relações entre Havana e a URSS. Um memorando da CIA para Donovan estabelecia inclusive que Fidel “deveria ser persuadido a expulsar os comunistas de seu governo”, e caso não se deixasse convencer, deveria ser informado sobre o “sombrio panorama que iria predominar – com um único resultado final – caso Cuba continue a fazer dos Estados Unidos seu inimigo”.

O “único resultado final”, não esclarecido no documento, talvez fosse a morte de Fidel pelas mãos da agência. Em uma nota de rodapé em um dos documentos desclassificados da CIA consta que alguns agentes decidiram usar o acesso de Donovan a Fidel para assassinar o líder cubano. O plano elaborado na época usaria o gosto de Fidel e de Donovan pelo mergulho para fazer com que o espião inadvertidamente presenteasse o cubano com roupa e equipamento de mergulho respectivamente infectados com o fungo causador da doença de Madura e com o bacilo causador da tuberculose.

Segundo o National Security Archive, o plano foi descartado após Milan Miskovsky, advogado da CIA que auxiliava Donovan, alertar o espião para que não permitisse que a agência tivesse acesso à roupa e ao equipamento de mergulho que ele havia comprado para presentear Fidel. O presente – livre de bacilos e fungos –  foi dado em uma das últimas viagens de Donovan a Cuba, em abril de 1963, quando Fidel e o espião mergulharam juntos na Baía dos Porcos. Na ocasião, segundo o relato de Miskovsky à Casa Branca, o líder cubano “deu uma explicação in loco da invasão” realizada por grupo de paramilitares treinados pelos EUA e frustrada pelas forças armadas cubanas em abril de 1961.

NSArchive

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Coronavírus

Três dias após reinício das aulas, França já teve que fechar 22 escolas por causa da covid-19

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Das instituições fechadas, 10 ficam na ilha de Reunião - território ultramarino francês - e outras 12 ficam no continente

Redação

ANSA ANSA

Paris (França)
2020-09-04T13:26:54+0000

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O ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer, informou nesta sexta-feira (04/09) que o governo já precisou fechar 22 escolas no país por conta de ao menos um caso de coronavírus (Sars-CoV-2) em sala de aula. Ao todo, 100 classes foram afetadas.

O ano letivo 2020/2021 foi iniciado na terça-feira (1º/9) e as escolas foram fechadas até ontem, segundo informou Blanquer. Das instituições fechadas, 10 ficam na ilha de Reunião - território ultramarino francês - e outras 12 ficam no continente.

Blanquer ressaltou que esses números "mudam todos os dias" porque cerca de 250 protocolos de suspeita de positividade para a covid-19 são registrados diariamente. A maior parte dessas infecções suspeitas são "ligadas a fatores externos às escolas, com pessoas que foram contaminadas antes da retomada das aulas".

Ao todo, a França tem cerca de 60 mil escolas.

Conforme os dados do Centro Universitário Johns Hopkins, o país contabiliza 338.220 casos de contaminação por covid-19 e 30.712 mortes. No entanto, após controlar o número de infecções, a França vem enfrentando uma alta expressiva de novos casos nas últimas semanas, em níveis semelhantes ao mês de abril. 

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