Na Venezuela, Evo Morales se reúne com Nicolás Maduro para falar sobre golpe no Brasil

Presidente venezuelano pediu ao mandatário da Bolívia, que encontrará Dilma na conferência da ONU em Nova York, que transmita sua 'solidariedade' à brasileira

Redação

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, fez nesta quarta-feira (21/04) uma escala na Venezuela em sua viagem a Nova York. Morales participou de um encontro com o mandatário do país, Nicolás Maduro, no qual conversaram sobre o processo de impeachment contra Dilma Rousseff, que foi qualificado como "golpe de Estado".

Agência Efe/Palácio Miraflores

Durante encontro, Evo Morales e Nicolás Maduro avaliaram situação da América Latina, especialmente caso brasileiro

Na reunião, segundo Maduro, eles avaliaram a situação da América Latina diante da “investida” da direita contra movimentos progressistas, especialmente o processo contra Dilma Rousseff.

"Estivemos conversando largamente (...) estivemos avaliando a situação da América Latina, toda esta investida da direita (...) o golpe de estado contra a presidente Dilma e estivemos falando da mudança climática também", disse Maduro no Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, onde se reuniu com Morales antes que o presidente boliviano seguisse rumo a Nova York.

Morales chegou a Caracas acompanhado do chanceler boliviano, David Choquehuanca, e ambos foram recebidos pela chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez.

Nos Estados Unidos, Evo participará, junto com Dilma e outros chefes de Estado, da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, que envolve metas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa por parte dos países signatários.

 

"Ele [Morales] vai conversar com ela [Dilma] e pedi que lhe transmitisse toda minha solidariedade", declarou Maduro.

Assessores da Presidência da República do Brasil informaram à agência de notícias Reuters que, durante seu discurso na sede da ONU, a presidente deverá falar sobre seu processo de impeachment, ao qual se refere como um "golpe" contra um governo democrático e legítimo.

No domingo (17/04), a oposição na Câmara dos Deputados do Brasil reuniu os 342 votos necessários para que prossiga o processo de impeachment contra Dilma, que agora é analisado pelo Senado.

(*) Com Agência Efe

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