Desde 2014, oposição bloqueia quase tudo no Brasil e mídia faz propaganda antigoverno, diz jornal alemão

Para 'Die Zeit', votação na Câmara parecia 'carnaval político': deputados “carregavam colegas que votavam ‘sim’, tiravam selfies e cantavam”

Redação

Uma reportagem do jornal alemão Die Zeit, ao repercutir a votação na Câmara dos Deputados do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, comparou a ação a um “carnaval político”. Além disso, disse que a oposição “bloqueia” quase todos os atos da mandatária e apontou a concentração de mídia no país.

"Desde a reeleição da presidente brasileira no final de 2014, a oposição bloqueou quase todas as decisões no parlamento. Os principais meios de comunicação do país fornecem um fogo contínuo de propaganda antigoverno: a maioria pertence a oligarcas influentes com opiniões de direita e padrões jornalísticos relaxados.", afirma a publicação.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Deputados soltaram confete após realizarem voto na Câmara dos Deputados durante "carnaval político"

Para o Die Zeit, que publicou a reportagem último dia 19/04, no entanto, a “gravidade da situação política” no Brasil foi evidenciada de fato durante a votação pela continuação do processo de impeachment de Dilma no último domingo (17/04). Nesse dia, a publicação ressaltou que os deputados “carregavam colegas que votavam ‘sim’, tiravam selfies e cantavam”, transformando aquela etapa do processo em um “carnaval político”.

Diante desse cenário, o jornal ainda aponta para o baixo índice de aprovação de Dilma. "No parlamento, ninguém quer trabalhar junto com ela, e se acredita que ela deve urgentemente ir embora e que se deve recomeçar".

“E agora?”, questiona o Die Zeit. O veiculo prevê que Dilma, seu partido e seus apoiadores — o que inclui uma parcela da população — tentarão resistir por meios políticos e jurídicos até que o Senado determine se a presidente sofrerá ou não o impeachment. "Caso nada disso dê certo, possivelmente irão tentar um acordo com a oposição para novas eleições", conclui o jornal.

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