Brasil está na 'UTI da Unasul', diz secretário-geral do bloco sobre processo de impeachment

Julgamento de Dilma avança, sem que haja provas que determinem sua culpabilidade, disse Ernesto Samper em reunião de chanceleres

Redação


Clique para acessar todas as matérias e artigos de Opera Mundi e Samuel sobre o processo de impeachment

"Vemos que o julgamento da presidente [Dilma Rousseff] está avançando rapidamente, sem que exista, a nosso ver, nenhuma prova" que determine sua culpabilidade, afirmou o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, durante a reunião de chanceleres do bloco neste sábado (23/04), em Quito.

O encontro, de caráter ordinário, teve início com a entrega da presidência temporária do grupo, das mãos do chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, para sua colega Delcy Rodríguez, da Venezuela, país que terá essa função por um ano.

Leia também: 'Maioria parlamentar não pode estar acima de votação cidadã', diz secretário-geral da Unasul

Agência Efe

Encontro entre presidentes foi adiado devido ao forte terremoto que atingiu o Equador

A situação política brasileira e a crise humanitária decorrente do terremoto que atingiu o Equador estiveram no centro dos debates.

A respeito do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, Samper afirmou a eventual saída dela “do poder seria uma questão preocupante para toda a região”.

Segundo ele, o Brasil está em uma espécie de "UTI da Unasul", por isso o diálogo de chanceleres para buscar estratégias de apoio à democracia brasileira.

"Esperamos que os atores (políticos no Brasil) reiterem seu compromisso com a democracia e que a presidente Rousseff possa sair bem deste impasse", ressaltou Samper.

Na última sexta-feira (22/04), Dilma afirmou para jornalistas estrangeiros que, caso o processo de impeachment prospere, ela acionará a cláusula democrática do Mercosul e da Unasul. Foi por meio desse mecanismo que o Paraguai foi suspenso do Mercosul em 2012 após o golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo.

Equador

A respeito do terremoto que atingiu o Equador nas últimas semanas, o organismo lançou uma declaração especial na qual “reitera o compromisso de continuar com o apoio integral dos atingidos em cada uma das fases e com a reconstrução das zonas afetadas”.

Na reunião de Quito participaram cinco chanceleres, quatro vice-chanceleres e três secretários de Relações Exteriores. A Unasul é integrada por Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Com informações da Agência Efe

Comentários