Senadores 'devem escolher entre justiça e poder' ao votar impeachment, diz secretário-geral da Unasul

Ernesto Samper pediu que senadores brasileiros 'votem como juízes e não como políticos' o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff

Redação


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O secretário-geral da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), Ernesto Samper, declarou nesta quarta-feira (04/05) que na votação do impeachment da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, no Senado, os parlamentares terão de escolher entre “a justiça e o poder”.

“Os senadores brasileiros estão diante de um grande dilema: fazem justiça ou se fazem o poder, são dois caminhos totalmente distintos”, disse Samper na CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos), sediada na Costa Rica.

EFE

Ernesto Samper pede que senadores brasileiros 'votem como juízes e não como políticos'

“Faço um claro, porém respeitoso apelo aos senadores do Brasil para que votem como juízes e não como políticos na decisão da Câmara dos Deputados de avançar no impeachment da presidente da República”, declarou. "Para que votem em consciência valorizando as provas que constam no expediente [do impeachment] e em conformidade com o Estado de Direito. Se o fizerem, tenho a convicção de que a recomendação será a inocência da presidente ou a anulação de um processo carregado de motivações políticas contrárias ao exercício neutro da justiça."

Segundo Samper, para a Secretaria Geral da Unasul “seria muito doloroso aceitar que maiorias conformadas por bancadas [parlamentares] destituam uma presidente eleita popularmente” .

Ao chegar à CIDH, Samper afirmou no Twitter que “o Brasil é um tema que me preocupa”. Uma internauta respondeu o tuíte, se dizendo preocupada. “Entendo, é um momento muito delicado da democracia brasileira”, respondeu o secretário-geral da Unasul.

Samper, que também é ex-presidente da Colômbia, já se posicionou previamente contra o impeachment da presidente do Brasil. No mês passado, ele afirmou que o Brasil “está na UTI da Unasul” e disse que o impeachment “ameaça a democracia regional e a segurança jurídica” no continente.

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