Personalidades se manifestam contra aprovação de impeachment de Dilma Rousseff

'Chega de golpes na América Latina', disse prêmio Nobel da Paz Pérez Esquivel; jornalista Green Greenwald lembra que gabinete de Michel Temer será o primeiro sem mulheres desde 1979

Redação

Atualizada às 16:56


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A aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado na madrugada desta quinta-feira (12/05) tem gerado manifestações de intelectuais e personalidades que criticam o processo.

Agência Efe

Votação no Senado na madrugada desta quinta-feira admitiu o processo de impeachment contra Dilma, que ficará afastada por 180 dias


“Chega de golpes na América Latina”, escreveu em seu Twitter o prêmio Nobel da Paz Pérez Esquivel, que se manifestou em outros momentos contra o processo de impeachment.

Ao comentar o afastamento de Dilma - a primeira mandatária da nação -, o jornalista norte-americano, Glenn Greenwald, vencedor do prêmo Pulitzer e criador do site de jornalismo investigativo The Intercept, disse que Michel Temer está formando um gabinete que será, desde 1979, o primeiro sem a presença de mulheres.

 

 

A ex-senadora e ativista colombiana Piedad Córdoba também se expressou através de seu perfil no Twitter contra o prosseguimento do processo de impeachment de Dilma Rousseff. "Vocês realmente acham que uma manada de corruptos querem tirar Dilma para lutar pela transparência e pela democracia? #EuSouDilma", escreveu Córdoba.

Também pelo Twitter, o teólogo e escritor Leonardo Boff classificou a democracia brasileira como “farsa”. Para ele, por trás do processo de impeachment, “se esconde o projeto político dos privilegiados” que querem ”anular” as mudanças que ocorreram no país e “voltar à acumulação indecente”.

Por 55 votos a favor e 22 contra, o Senado admitiu o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que ficará afastada por no máximo 180 dias. Em seu lugar assume Michel Temer (PMDB). Nesse período, o Senado julga se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade. Caso os senadores julguem que sim, ela perde o mandato e fica inelegível por oito anos, e Temer assume definitivamente a Presidência.

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