Moscou condena ingerência externa no processo de impeachment de Dilma Rousseff

Rússia está interessada em um 'Brasil estável e democrático que se desenvolva de maneira muito dinâmica e jogue um papel importante no cenário internacional'

Redação


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“É inaceitável a ingerência estrangeira na atual situação no Brasil”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, María Zajárova, nesta quarta-feira (12/05), após a votação no Senado brasileiro que culminou no afastamento da presidente Dilma Rousseff por um período máximo de 180 dias para que ela se concentre em sua defesa, como informou a agência russa RIA Novosti.

Agência Efe

Senadores aprovaram na madrugada desta quinta, por 55 votos a 22, o afastamento da mandatária brasileira por no máximo 180 dias

“É importante que esses processos [políticos] transcorram estritamente dentro do marco constitucional, em consonância com as normas da legislação nacional”, afirmou Zajárova.

A porta-voz ressaltou que “além disso, é crucial que o resultado do processo não provoque uma divisão social ou o aumento da confrontação política. Também não é aceitável a ingerência externa na situação”.

 

De acordo com a representante da diplomacia moscovita, Moscou está interessada em um “Brasil estável e democrático que se desenvolva de maneira muito dinâmica e jogue um papel importante no cenário internacional”.

Ela disse ainda que “para a Rússia, o Brasil é um sócio estrangeiro importante tanto na América Latina como no mundo”.

Por 55 votos a favor e 22 contra, o Senado admitiu o processo de impeachment contra a presidente Dilma, que ficará afastada por 180 no máximo dias. Em seu lugar assume Michel Temer (PMDB). Nesse período, o Senado julga se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade. Caso os senadores julguem que sim, ela perde o mandato e fica inelegível por oito anos, e Temer assume definitivamente a Presidência.

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