Afastamento de Dilma é 'passo para o golpe', diz grupo de esquerda do Parlamento Europeu

O Grupo da Esquerda Unitária (GUE) do Parlamento Europeu salientou que atual presidente interino, Michel Temer, é alvo de acusações de corrupção

Redação


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O GUE (Grupo da Esquerda Unitária) do Parlamento Europeu, integrado pelos deputados do PCP (Partido Comunista Português) e do Bloco de Esquerda, considerou nesta sexta-feira (13/05) que o afastamento da presidente brasileira, Dilma Rousseff, é “um passo para um golpe de Estado”.

“A aprovação pelo Senado brasileiro do procedimento para afastar Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, é um passo decisivo imposto pela direita e pela oligarquia brasileira para um golpe de Estado, com a interferência dos Estados Unidos”, afirmou o GUE por meio de comunicado oficial.

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Grupo de esquerda do Parlamento Europeu afirma que afastamento de Dilma é golpe de Estado

O grupo do Parlamento Europeu afirmou também que é preciso lembrar que "os argumentos usados [para justificar o impeachment] não resultam de qualquer processo penal" e que o processo "é liderado por membros com um histórico conhecido de irregularidades e atividades ilegais que estão sendo investigadas judicialmente”.
 

O GUE acrescentou ainda que “as forças mais reacionárias e o imperialismo nunca aceitaram o processo de mudança que começou em 2002, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, e procederam desde então a uma escalada de interferência e desestabilização para derrubar o governo eleito democraticamente”.

Sobre o presidente interino, Michel Temer, o grupo parlamentar salientou que ele é alvo de acusações de corrupção e suborno. Temer é, desde quinta-feira (12/05), presidente interino do Brasil depois de Dilma Rousseff ter sido afastada temporariamente pelo Senado por um prazo máximo de 180 dias para o julgamento da acusações de supostas irregularidades orçamentárias.

O Senado brasileiro vai julgar Dilma Rousseff em um processo presidido pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A chefe de Estado só será afastada definitivamente se for condenada por uma maioria de dois terços dos membros do tribunal.

*com Agência Brasil

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