Itamaraty rechaça 'enfaticamente' posição de países bolivarianos e da Unasul sobre impeachment

Posicionamento foi o primeiro do Ministério das Relações Exteriores sob comando do tucano José Serra e contrasta com tom adotado pelos governos petistas

Redação



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Novo ministro das Relações Exteriores, José Serra | Foto: EfeO Itamaraty divulgou, nesta sexta-feira (13/05), uma nota na qual rejeita “enfaticamente” a manifestação dos países que questionaram a legalidade do afastamento da presidente Dilma Rousseff. O posicionamento foi o primeiro adotado pelo Ministério das Relações Exteriores sob o comando do tucano José Serra e contrasta com o tom adotado até então pelos governos petistas.

"O Ministério das Relações Exteriores rejeita enfaticamente as manifestações dos governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, assim como da Alba [Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América], que se permitem opinar e propagar falsidades sobre o processo político interno no Brasil", afirma a nota. "Esse processo se desenvolve em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição federal."

O ministério também criticou, em outra nota, as declarações da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e chamou de “absurda” a posição do organismo sobre o fato de “as liberdades democráticas (...) se encontrariam em perigo".

Outra mudança foi no tom adotado pelo Itamaraty que fez um texto mais enfático em lugar do tom protocolar que costumava adotar, tal como ressalta a Folha de S. Paulo.

A resposta foi uma reação às declarações de Cuba, cujo governo considera que o impeachment é “uma forma de usurpar o poder que não puderam ganhar na eleição"; Venezuela, que classificou o processo de “golpe parlamentar”; Nicarágua, cujo presidente, Daniel Ortega, classificou a situação brasileira de “drama, comédia, tragédia, confusão jurídica e política"; e Equador, que ressaltou não haver até o momento “uma só acusação que a vincule com a punição de um delito comum".

 

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