Maduro pede a embaixador no Brasil que retorne a Caracas

Presidente venezuelano anunciou a decisão em rede nacional de televisão e chamou afastamento de Dilma de 'canalhice'

Agência Efe


Acompanhe a cobertura de Opera Mundi e da Revista Samuel, com reportagens especiais, entrevistas e análises sobre o processo de impeachment que tramita no Congresso Nacional brasileiro contra a presidente Dilma Rousseff:

 
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta sexta-feira ao embaixador do país no Brasil, Alberto Castellar, para retornar a Caracas, depois do afastamento de Dilma Rousseff da presidência brasileira em um processo que o chefe do governo venezuelano classificou como um "golpe de Estado".
 
"Avaliamos hoje, eu pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castellar, que viesse a Caracas", informou Maduro em rede nacional de rádio e televisão. 
 
Agência Efe
Maduro classificou afastamento como "canalhice contra ela (Dilma), contra sua honra, contra a democracia, contra o povo brasileiro"
 
Também nesta sexta-feira (13), o novo chanceler brasileiro, José Serra, divulgou uma nota na qual rejeita “enfaticamente” a manifestação dos países que questionaram a legalidade do afastamento da presidente Dilma Rousseff.
 
 
 
Castellar, que já estaria em Caracas, se reuniu com Maduro e a chanceler Delcy Rodríguez, o vice-presidente executivo Aristóbulo Istúriz e "vários dirigentes do comando político" do país para analisar os acontecimentos no Brasil.
 
"Estivemos avaliando esta dolorosa página da história do Brasil (...) Tentaram apagar a história com uma jogada totalmente injusta com uma mulher que é a primeira presidente que o Brasil teve", disse o líder venezuelano.
 
Maduro classificou o afastamento como uma "canalhice contra ela (Dilma), contra sua honra, contra a democracia, contra o povo brasileiro".
 
"Vejam, não acreditem os colegas presidentes ou primeiros-ministros que por serem de partidos da centro-direita, da direita, estão isentos de que o vírus do golpismo tome outra vez a América Latina e com o vírus do golpismo venham as grandes convulsões sociais outra vez (...) Não, não podemos retroceder na história", acrescentou.

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