Partido do ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya condena golpe no Brasil

Legenda Libre, criada depois do golpe que derrubou Zelaya em 2009, diz que é preciso 'alertar' comunidade internacional sobre ofensiva conservadora no continente

Redação


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O Libre (Partido Liberdade e Refundação), coordenado pelo ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya, condenou "energicamente o golpe de Estado parlamentar" contra a presidente Dilma Rousseff, em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (13/05).

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Ex-presidente Manuel Zelaya deixou o governo de Honduras em 2009 após um golpe, sete meses antes do fim do seu mandato

No texto assinado por Zelaya – derrubado do governo hondurenho em 2009 por um golpe de Estado – o Libre diz que "apoia de forma solidária e militante o povo brasileiro e sua legítima presidente nestes infelizes momentos".

De acordo com a nota, “as forças em defesa da democracia” no continente devem “alertar à comunidade internacional e nossos povos sobre a ofensiva conservadora na América Latina que pretende restaurar o modelo de despojo e saque com que reprimiram e empobreceram nossas nações por décadas”.

 

O partido hondurenho afirma que o povo brasileiro deve defender as conquistas socialistas e democráticas asseguradas pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff "e derrotar contundentemente este arteiro golpe até as ultimas consequências".

De acordo com a nota, os brasileiros devem "fazer uso de seu legítimo direito à defesa por meio do protesto público, até vencer a temporária vitória fascista-neoliberal no Brasil".

O Libre também declarou que "deve cessar de forma imediata toda a monstruosa conspiração da direita internacional, inspirada, financiada e dirigida pelos falcões de Washington contra democracias socialistas na América Latina para instalar regimes servis a seus interesses".

"Exigimos a restituição imediata da presidente Dilma Rousseff", concluiu o comunicado do partido de Zelaya, que agora é deputado no Parlamento do país por essa legenda, surgida após o golpe de Estado de 28 de junho de 2009.

(*) Com Agência Efe

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