Maduro condena 'golpe oligárquico da direita'; Venezuela anuncia retirada de embaixador do Brasil

Chancelaria da Venezuela diz que impeachment é 'traição histórica contra povo do Brasil' e que irá congelar relações políticas e diplomáticas com governo Temer

Redação

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou nesta quarta-feira (31/08) o “golpe oligárquico da direita”, em referência ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, aprovado nesta tarde pelo Senado. O Ministério das Relações Exteriores do país, por sua vez, anunciou que irá retirar seu embaixador de forma definitiva do Brasil e que congelará as relações políticas e diplomáticas com o governo de Michel Temer.

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Pelo Twitter, Nicolás Maduro manifestou solidariedade à presidente destituída e ao povo brasileiro. “Toda a solidariedade com Dilma e o povo do Brasil, condenamos o golpe oligárquico da direita. Quem luta vence!”, escreveu.

Em nota publicada em seu site, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela condenou o “golpe de Estado parlamentar” contra Dilma Rousseff, que “perigosamente substituiu ilegitimamente a vontade popular de 54 milhões de brasileiros, violando a Constituição e alterando a democracia desse país irmão”.

Agência Efe / Arquivo

Após impeachent, Maduro expressou solidariedade a Dilma Rousseff e ao povo brasileiro

O comunicado afirma também que o governo venezuelano decidiu retirar definitivamente seu embaixador no Brasil e congelar as relações políticas e diplomáticas com o novo governo brasileiro.

“O Governo da República Bolivariana da Venezuela, para salvaguardar a legalidade internacional e solidária com o povo do Brasil, decidiu retirar definitivamente seu embaixador da República Federativa do Brasil e congelar as relações políticas e diplomáticas com o governo surgido deste golpe parlamentar”, diz o texto.

Em maio, após a abertura do processo de impeachment pelo Senado brasileiro, Nicolás Maduro havia determinado que o embaixador do país no Brasil, Alberto Castellar, retornasse a Caracas.

A nota afirma que o processo de impeachment de Dilma foi consumado pelas “oligarquias políticas e empresariais em aliança com fatores imperiais”, que "recorreram a artimanhas antijurídicas sob o formato de crime de responsabilidade para aceder ao poder pela única via que é possível a eles: a fraude e a imoralidade”.

De acordo com a chancelaria venezuelana, “foi executada uma traição histórica contra o povo do Brasil e um atentado contra a integridade da mandatária mais honesta no exercício da presidência da República Federativa do Brasil”.

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