Aula Pública com Eleonora de Lucena: Brasil, como nação, vive crise sem precedentes? Como sair dela?

Jornalista fala sobre a necessidade de o país ter um projeto para superar a turbulência política

Redação

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Na Aula Pública, Eleonora de Lucena propõe saídas para a crise política no Brasil


Para entender a situação no Brasil, precisamos olhar para o contexto global. Em termos de duração — quase 10 anos —, vivemos uma das maiores crises que o sistema capitalista já enfrentou. Com a pressão pelos ganhos financeiros a despeito dos interesses da população, cria-se uma necessidade de romper com as regras democráticas para impor a agenda do capital financeiro.  

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Esta é uma das análises que Eleonora de Lucena, jornalista e ex-editora da Folha de São Paulo, faz ao discutir o 'Brasil, Como Nação, Vive Uma Crise Sem Precedentes? Como Sair Dela?', na Aula Pública Opera Mundi.

"O golpe contra a presidente Dilma Rousseff pode ser visto como um movimento do capitalismo financeiro para enquadrar o Brasil como um país mais subserviente, ou seja, abrindo suas riquezas para o mercado internacional", afirma.

Assista ao primeiro bloco da Aula Pública com Eleonora de Lucena: O Brasil vive uma crise sem precedentes?

 

No segundo bloco, a jornalista Eleonora de Lucena responde perguntas do público na Universidade Anhembi Morumbi, campus centro.


"A predominância do capital financeiro destroi os sistemas produtivos, provocando a concentração de renda e deixando as populações encalacradas. O capitalismo, no estágio que está, é praticamente incompátivel com a democracia", explica .

Em abril de 2017, um grupo de intelectuais e membros da sociedade civil lançou o 'Projeto Brasil Nação'. Eleonora faz parte desse movimento, que tenta retomar o conceito de "nação" para o Brasil.

"Não podemos ver o que está acontecendo com o Brasil apenas como uma crise política e econômica. A cada dia, a ideia que podemos atuar conjuntamente, em comunidade, estreitando laços entre os brasileiros, é reduzida e minada no nosso imaginário. Ou seja, somos impedidos de pensar como nação. O projeto que lançamos, mesmo que ainda numa fase embrionária, tem como objetivo repensar que tipo de país nós queremos e retomar a ideia de que é possível fazer algo em comum", afirma.

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