Pentágono terá 6 meses para colocar em prática veto a pessoas transgênero nas Forças Armadas dos EUA

Trump anunciou, no final de julho, sua decisão de proibir que eles sirvam "em nenhuma capacidade" nas Forças Armadas dos Estados Unidos após ter consultado, segundo ele mesmo garantiu, seus "generais e especialistas militares"

Redação (*)

0

Todos os posts do autor

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dará ao Pentágono seis meses para que implemente totalmente a decisão que anunciou no mês passado de proibir o recrutamento de pessoas transgênero nas Forças Armadas do país.

Segundo divulgaram os veículos de comunicação norte-americanos nesta quarta (24/08), a Casa Branca está preparando as diretrizes que enviará nos próximos dias ao Pentágono, abrindo assim o período de seis meses para sua implementação.

A partir daí, o chefe do Pentágono, James Mattis, precisará tirar das forças armadas os militares transgênero. Eles não poderão ser enviados para zonas de guerra ou participar de missões de longa duração.

Trump anunciou, no final de julho, sua decisão de proibir que eles sirvam "em nenhuma capacidade" nas Forças Armadas dos Estados Unidos após ter consultado, segundo ele mesmo garantiu, seus "generais e especialistas militares".

Agência Efe

Pentágono terá seis meses para implantar veto a transgêneros nas Forças Armadas

"As nossas Forças Armadas devem se concentrar na vitória decisiva e avassaladora, e não podem ser prejudicadas com os enormes custos médicos e com a perturbação que implicariam os transgênero", argumentou Trump em um anúncio no Twitter.

Um grupo de militares transexuais entrou com uma ação contra a decisão do presidente em um tribunal de Washington após o anúncio.

As Forças Armadas dos Estados Unidos ficaram abertas "com efeito imediato" às pessoas transgênero em junho de 2016 por decisão do ex-presidente Barack Obama, mas o recrutamento iniciaria apenas em janeiro de 2018.

Em 2016, o número de transgênero nas forças armadas americanas oscilava entre 1.300 e 6.600, dentro de um universo de 1,3 milhão de integrantes do corpo militar, de acordo com um estudo encomendado pelo Pentágono. 

(*) Com Efe

Comentários