Herdeiro da Samsung é condenado na Coreia do Sul a 5 anos de prisão por corrupção

Justiça sul-coreana considerou provado que Lee Jae-yon pagou propina à ex-presidente Park Geun-hye com a expectativa de obter favores do governo em sua consolidação como líder do grupo, entre outros crimes

Redação (*)

0

Todos os posts do autor

O herdeiro e executivo da Samsung Lee Jae-yon, foi condenado nesta sexta-feira (25/08) por um tribunal da Coreia do Sul a cinco anos de prisão por seu envolvimento no caso de corrupção conhecido como "Rasputina".

A Justiça sul-coreana considerou provado que Lee pagou propina à ex-presidente Park Geun-hye com a expectativa de obter favores do governo em sua consolidação como líder do grupo, entre outros crimes.

O tribunal também julgou procedente a acusação de que Lee esteve envolvido na doação de 7,2 bilhões de wons (cerca de R$ 20 milhões) para o financiamento do programa de equitação na Alemanha da filha de Choi Soon-sil, que ficou conhecida como "Rasputina" e é considerada o cérebro do esquema de corrupção que desencadeou a destituição e detenção da ex-presidente da Coreia do Sul.

Agência Efe

Justiça da Coreia do Sul condenou herdeiro da Samsung a cinco anos de prisão

O herdeiro do maior conglomerado empresarial do país asiático também foi considerado culpado de malversação de 6,4 bilhões de wons (R$ 17,9 milhões), de ocultar ativos no exterior e de perjúrio por ter oferecido várias versões em seus depoimentos à Justiça.

O Ministério Público sul-coreano havia pedido 12 anos de prisão pelas acusações.

Após ouvir o veredicto, a defesa de Lee disse que não aceitava a decisão e que vai recorrer. A Justiça sul-coreana também decretou quatro anos de prisão para outros dois executivos do grupo Samsung por envolvimento no caso.

Lee, de 49 anos, está detido desde meados de fevereiro. O processo judicial, que começou em 9 de março, causou grande expectativa no país, onde a ação está sendo chamada de "o julgamento do século" devido às repercussões que o mesmo pode ter para a imagem do maior conglomerado sul-coreano e sua possível influência na futura sentença da ex-presidente Park.

 

Comentários