Governo brasileiro tem plano para extraditar Cesare Battisti para Itália direto do Mato Grosso do Sul

Defesa do ex-ativista com novo recurso no Supremo Tribunal Federal; para solicitar que seja analisado com 'urgência' pedido de habeas corpus

Agência ANSA

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O governo brasileiro já teria um plano montado para devolver à Itália o escritor Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana por quatro homicídios cometidos na década de 1970. De acordo com uma reportagem publicada nesta sexta-feira (06/10) pelo jornal O Globo, a ideia do governo é embarcar Battisti em um avião da Polícia Federal (PF) direto de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e enviá-lo para Itália.

Battisti está detido em Corumbá, onde foi preso nesta semana por evasão de divisas ao tentar entrar na Bolívia. O juiz federal Odilon de Oliveira decretou na quinta-feira (05/10) sua prisão, por considerar que há indícios de que Battisti tentava fugir do país. O governo do presidente Michel Temer espera superar qualquer entrave legal e, enfim, devolver Battisti para a Itália, o que pode ocorrer nos próximos dias.

Entre as etapas judiciais a serem superadas, está a falta de uma declaração formal do governo da Itália se comprometendo a fazer a detração pena, ou seja, garantir que Battisti cumpra um regime de prisão como o previsto nas leis brasileiras.

Essa exigência faz parte de todos os tratados de extradição. O escritor, que se considera um ex-ativista do grupo de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), foi preso em 2007 no Brasil, após fugir da Itália e da França. No último dia de mandato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou o pedido de extradição de Roma e concedeu asilo político a Battisti, gerando críticas do governo italiano.

Agência Efe

Justiça Federal do Mato Grosso do Sul decretou nesta quinta prisão preventiva de Battisti

A defesa de Cesare Battisti entrou hoje com um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar que seja analisado com "urgência" o pedido de habeas corpus realizado no último dia 27 de setembro para evitar a extradição do italiano. Segundo o advogado do ex-ativista, existe o risco "iminente" dele ser extraditado ao seu país de origem. 

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