França, Alemanha e Portugal dizem que não reconhecem declaração de independência da Catalunha

Nesta terça-feira (10/10), o presidente catalão, Carles Puigdemont, anunciou a decisão de se separar da Espanha e, logo em seguida, sustou os efeitos da afirmação

Redação

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Em comunicados quase simultâneos, a França, Alemanha e Portugal afirmaram que não irão reconhecer uma possível independência da Catalunha. Os textos foram divulgados nesta quarta-feira (11/10). Na terça (10/10), o presidente catalão, Carles Puigdemont, anunciou a decisão de se separar da Espanha e, logo em seguida, sustou os efeitos da afirmação.


Paris afirmou dizendo que irá considerar ilegal “qualquer declaração unilateral de independência” do governo catalão. A chancelaria afirmou, em nota, que acompanha com preocupação as declarações feitas ontem (10/10) pelo presidente catalão, Carles Puigdemont. “Qualquer solução a esta crise interna tem que ser resolvida no marco institucional espanhol”, declarou.

Para o governo francês, "a unidade e a legalidade constitucional devem ser respeitadas e preservadas".  O presidente Emmanuel Macron também se colocou a favor da posição de Madri.

Agência Efe

França, Alemanha e Portugal afirmaram nesta quarta-feira que não irão reconhecer declaração de independência

Berlim

O governo alemão também emitiu uma declaração ao lado do governo da Espanha, rejeitando mediar a crise. Para a Berlim, o distúrbio é “um assunto interno espanhol” e uma declaração de independência “não teria nenhum reconhecimento”. A chanceler alemã, Angela Merkel, propôs um diálogo para “encontrar soluções dentro da constituição espanhola"

O premiê de Portugal, António Costa, chamou a Espanha de “um país irmão”, mas se colocou contra uma eventual independência da Catalunha. “Registramos o que aconteceu ontem e reafirmamos a posição clara de apoio ao respeito pelo Estado de Direito e pela constituição da Espanha, pela unidade da Espanha”, declarou Costa à imprensa portuguesa.

“Aquilo que se espera de um país amigo como Portugal é uma palavra forte e inequívoca de grande solidariedade em relação à Espanha (...). O nosso desejo é pelo respeito à democracia da Espanha e que todos, no quadro constitucional, possam encontrar as melhores vias de solução para o futuro da Espanha”, frisou o primeiro-ministro.

Já em um comunicado oficial, Lisboa destacou “a importância de um diálogo político responsável entre as relevantes instituições espanholas, no quadro do estado de direito democrático”. O comunicado diz ainda que “o governo português acompanha com toda a atenção a situação da Catalunha e respeita a soberania da Espanha”.  

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