Observadores internacionais validam resultados de eleições na Venezuela

'A missão considera que o processo ocorreu de maneira bem-sucedida e que a vontade dos cidadãos foi respeitada', afirmou presidente do Conselho de Especialistas Eleitorais da América Latina

Redação (*)

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Os porta-vozes dos acompanhantes internacionais que viajaram à Venezuela para acompanhar as eleições regionais deste domingo validaram nesta segunda-feira (16/10) os resultados oficiais oferecidos pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que dão uma vitória folgada para o chavismo e não são reconhecidos pela oposição.

"A missão considera que o processo ocorreu de maneira bem-sucedida e que a vontade dos cidadãos expressada pacificamente nas urnas foi respeitada", afirmou um desses porta-vozes, o presidente do Conselho de Especialistas Eleitorais da América Latina, Nicanor Moscoso, nas instalações da CNE em Caracas.

Segundo os resultados oficiais, os candidatos do chavismo venceram as eleições para governador em 17 dos 23 estados do país. A oposição, por sua vez, ganhou em outros cinco estados. Já na entidade regional restante o resultado ainda não foi definido devido à diferença muito pequena entre os candidatos.

A aliança de partidos opositores Mesa da Unidade Democrática (MUD) disse no domingo (15/10) que não reconhece os resultados devido às múltiplas irregularidades que já denunciou durante a campanha e por causa de uma suposta falta de transparência na apuração.

Agência Efe

Observadores internacionais validaram resultado da eleição na Venezuela

Outro dos acompanhantes, Guillermo Reyes, contrariou a denúncia da MUD ao afirmar que nos centros de votação monitorados pela missão da qual faz parte (cerca de 55% do total) foi verificado que os resultados oferecidos pelas máquinas coincidiam com o número de cédulas depositadas nas urnas. "Isso é uma amostra ao acaso", disse Reyes sobre as mesas vigiadas pela missão, de modo a explicar a validade da comprovação.

O acompanhante internacional pediu aos cidadãos e políticos que recorram à Justiça para reclamar e não convoquem passeatas, o que em sua opinião colocaria em perigo o clima de normalidade que foi vivido no domingo na Venezuela, segundo a missão.

Segundo detalhou antes das eleições a presidente da Assembleia Nacional Constituinte do país, Delcy Rodríguez, mais de 70 acompanhantes internacionais e mais de 1,5 mil nacionais participaram do processo eleitoral de domingo. 

(*) Com Efe

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