Putin acusa Estados Unidos de querer 'causar problemas' nas eleições presidenciais de 2018 na Rússia

Presidente russo declarou que interferência norte-americana é retaliação à alegação de que Moscou teria influenciado em campanha presidencial de Trump

Redação

Todos os posts do autor

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta quinta-feira (09/11) que os Estados Unidos estão querendo causar problemas nas eleições presidenciais russas, que acontecem em março de 2018, como resposta à acusação de que Moscou teria interferido na campanha presidencial norte-americana de 2016. 


“Em resposta à nossa alegada interferência em suas eleições, eles querem criar problemas durante a eleição do presidente da Rússia”, afirmou Putin à imprensa.

O vice-ministro de relações exteriores russo, Sergei Ryabkov, chegou a afirmar anteriormente que os EUA iriam intensificar as atividades para desestabilizar a Rússia conforme as eleições presidências de 2018 começassem a se aproximar. Segundo Ryabkov, o governo norte-americano faria isso através do aumento de financiamentos de protestos na Rússia.

Foto: Kremlin/Fotos Públicas

Presidente russo declarou que interferência norte-americana é retaliação à alegação de que Moscou teria influenciado em campanha presidencial de Trump

Dossiê sobre doping

O presidente afirmou que as recentes alegações de doping contra atletas russos poderiam ser também uma tentativa dos EUA de interferir nas eleições. “Isso causa preocupação para mim. Os Jogos Olímpicos [de Inverno] vão começar em fevereiro, ao passo em que teremos eleições em março”, afirmou.

Putin disse também que “há grandes suspeitas de que tudo isso está sendo feito para criar uma atmosfera em que fãs de esportes e atletas se sintam descontentes com o fato do governo estar supostamente envolvido nisso”.

As acusações ocorrem em um momento no qual negociações entre Vladimir Putin e Donald Trump estão marcadas para os próximos dias.

Nesta quinta, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, informou que o tempo e o formato desta reunião deve ser decidido “em breve”. "Não há ainda uma agenda fechada, mas é óbvio que será uma grande oportunidade para troca de opiniões sobre temas mais importantes, sejam internacionais ou bilaterais. De qualquer maneira, os dois presidentes terão a possibilidade de se encontrar várias vezes (...) se acharem necessário", informou o porta-voz. 

Comentários