Após destituição de Jorge Glas, Assembleia do Equador elege nova vice-presidente

Eleição de María Alejandra Vicuña se deu após Justiça decretar 'abandono de cargo' do ex-vice-presidente, preso desde outubro por suposta ligação ilícita com construtora Odebrecht

Redação*

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A Assembleia Nacional do Equador escolheu neste sábado (06/01) a nova vice-presidente do país. Com 70 votos a favor, María Alejandra Vicuña, da coalização governista Aliança Pais, foi empossada no cargo após ser eleita entre três nomes que o presidente Lenín Moreno havia proposto.

 sob a acusação de ter recebido propina de cerca de US$ 14 milhões da Odebrecht para obras e licitações no Equador. Glas nega todas as acusações. “Este foi um processo repleto de irregularidades. Não se respeitou o princípio de presunção de inocência e me deixou impossibilitado de me defender ao negar informações fundamentais para minha defesa”, disse Glas, em nota divulgada em outubro do ano passado.

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"Não trairemos a confiança que o povo depositou', disse nova vice-presidente, María Vicuña

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María Alejandra Vicuña mencionou diálogo e unidade, convocando "as organizações políticas e sociais com que temos caminhado esse tempo a apostar na unidade e no diálogo como ferramentas fundamentais para continuar com grandes desafios".

"Não trairemos a confiaça que o povo depositou mediante o instrumento mais poderoso que o cidadão possui: o respaldo nas urnas a um projeto político que alcançou transformações profundas", disse, durante sua posse na Assembleia Nacional.

A nova vice-presidente já ocupou duas vezes o cargo de deputada da província de Guayas, entre 2009 e 2013, e 2013 e 2017. Também foi gerente de marketing do Ministério do Turismo do Equador entre 1997 e 2000.

Glas

A presidente da Comissão de Fiscalização do Equador, María José Carrión, declarou que a mesa não irá mais analisar e julgar o caso de Glas. Segundo a parlamentar, a Constituição do país não permite que a Comissão analise o caso, uma vez que ele não desempenha mais suas funções públicas.

Glas foi condenado em dezembro de 2017 a seis anos de prisão por suposto recembimento de propinas da construtora brasileira Odebrecht. A Comissão de Fiscalização iria analisar as provas apresentadas pelo ex-vice-presidente.

(*) com informações da teleSUR

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