Havana protesta contra 'força-tarefa' dos EUA criada para interferir na internet cubana

Departamento de Estado diz que quer expandir a conexão e 'promover o fluxo livre e não regulado de informações'; Cuba fala em 'ação subversiva e intervencionista'

Redação (*)

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O Ministério das Relações Exteriores de Cuba informou ter enviado nesta quarta-feira (31/01) à embaixada dos Estados Unidos uma nota diplomática em repúdio à "força-tarefa" do governo norte-americano para interferir na internet da ilha.  A nota foi entregue ao encarregado de negócios dos Estados Unidos na ilha, o diplomata Lawrence Gumbiner.

pediu que o governo norte-americano interrompesse o que chamou de "ações subversivas, intervencionistas e ilegais contra Cuba".

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Cubanos usam hotspot de Wi-fi em Havana; EUA dizem querer "ampliar acesso" à internet na ilha

No comunicado, Cuba afirma que as ações dos Estados Unidos “atentam contra a estabilidade e a ordem constitucional cubana” e insta os norte-americanos a respeitarem “a soberania cubana, o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”.

Os dois países retomaram relações diplomáticas em 2015, após diálogo liderado pelos presidentes Barack Obama e Raúl Castro. Obama chegou a visitar a ilha em 2016, mas depois que Donald Trump assumiu o governo norte-americano, a nova gestão interrompeu parte do processo de reaproximação.

De acordo com o governo cubano, o acesso à internet em Cuba tem aumentado. O jornal oficial Gramna informou que 40% da população tinha acesso garantido a internet na ilha em 2017, segundo a publicação, isso representa um crescimento de 37% com relação a 2010.

(*) Com Agência Brasil

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