Saúde de Timochenko e episódios de violência tiram FARC de campanha presidencial da Colômbia

Partido não anunciou apoio a nenhum outro candidato à presidência, mas vai manter candidaturas ao Legislativo; quadro de saúde de Londoño evolui de forma satisfatória

Redação (*)

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A Força Alternativa Revolucionária da Colômbia (FARC) anunciou nesta quinta-feira (08/03) que não irá participar das eleições presidenciais que ocorrerão no país em 27 de maio. Os motivos são os episódios de violência contra candidatos do ex-grupo guerrilheiro, hoje partido, e a saúde de seu candidato a presidente, Rodrigo Londoño, o "Timochenko", que passou por uma cirurgia no coração.

Segundo Ivan Márquez, que representou o conselho político nacional da FARC na entrevista aos jornalistas e é candidato ao Senado, o partido ratificou sua posição em favor do “diálogo com todos os setores políticos a fim de criar pontes que façam com que a perspectiva de uma grande convergência nacional se torne realidade”. As candidaturas ao Legislativo estão mantidas.

O partido não anunciou apoio a nenhum outro candidato, mas, segundo Márquez, isso não significa que a FARC vai deixar de participar da política eleitoral do país. "Não participar da corrida presidencial com um candidato próprio não significa que também não assumimos uma voz na frente dos outros candidatos nas eleições presidenciais de 27 de maio", afirmou.

Timochenko

O quadro de saúde de Timochenko está evoluindo de forma "satisfatória", disse Márquez, depois de ter sido submetido a uma cirurgia de coração nesta quarta-feira (07/03). Ele havia sido internado com urgência em decorrência de um ataque cardíaco sofrido no dia 1º

Reprodução

Segundo Ivan Márquez, que representou o conselho político nacional da FARC, o partido ratificou sua posição em favor do “diálogo com todos os setores políticos"

Em 2017, "Timochenko" havia anunciado que seria o primeiro candidato à Presidência pelo recém-criado partido. Entre os principais projetos de governo de Londoño, estavam as universidades gratuitas, ampliação da cobertura médica, financiamento de pesquisas científicas e a construção de ruas e rede elétrica nas áreas mais pobres do país.

Londoño foi quem assinou em novembro de 2016 o acordo de paz entre a organização guerrilheira e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que termina seu mandato neste ano.

Por conta do acordo de paz assinado entre a ex-guerrilha e o governo colombiano, após cinco décadas de conflito, a FARC terá garantidos por dois períodos eleitorais consecutivos cinco senadores e cinco deputados na Câmara.

(*) Com Ansa e teleSUR

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