Trump demite secretário de Estado e nomeia diretor da CIA para cargo

Rex será substituído por Mike Pompeo, antigo membro de ala conservadora ligada ao partido republicano; Gina Haspel se torna primeira mulher a chefiar órgão de inteligência norte-americana

Redação

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O presidente dos Estados Unidos da America (EUA), Donald Trump, demitiu nesta terça-feira (13/03) o secretário de Estado do país, Rex Tillerson, e anunciou a nomeação de Mike Pompeo, até então diretor da CIA, para o cargo. O anúncio foi feito pelo Twitter.

 “Mike Pompeo, diretor da CIA, vai se tornar nosso novo Secretário de Estado. Ele fará um trabalho fantástico! Obrigado, Rex Tillerson, pelo seu serviço! Gina Haspel vai se tornar a nova diretora da CIA, e a primeira mulher escolhida para o cargo. Parabén a todos!”, escreveu Trump.

A chefia do órgão de inteligência ficará nas mãos de Gina Haspel, indicada pelo presidente norte-americano em 2017 para o cargo de vice-diretora.

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Pompeo é um antigo membro do movimento Tea Party, grupo conservador ligado ao partido republicano

Veterana na organização, Haspel era responsável por uma prisão secreta da CIA na Tailândia conhecida pelo nome de Cat’s Eye (Olho de Gato, em inglês). A agente dirigia a prisão no ano de 2002, onde se encontravam vários suspeitos de terrorismo detidos pelos EUA após os ataques do 11 de setembro de 2001.

Existem suspeitas de tortura de prisioneiros durante o comando de Haspel, envolvendo afogamentos e agressões. A vice-diretora da CIA ainda é acusada de destruir provas que comprovassem as torturas realizadas na prisão secreta na Tailândia durante sua direção. Uma ONG alemã chamada European Center for Constitutional and Human Rights (ECCHR) deu entrada no ano passado com um pedido de prisão de Haspel pelo seu envolvimento nas torturas ocorridas nas dependências da CIA.

Pompeo é um antigo membro do movimento Tea Party, grupo conservador ligado ao Partido Republicano, e já foi deputado pelo Estado do Kansas. Ele foi indicado por Trump à direção da CIA no final de 2016

A saída de Tillerson representa uma das mudanças mais significativas do governo de Donald Trump, e vem em um momento em que os EUA ensaiam uma reaproximação com a Coreia do Norte. No entanto, o relacionamento entre os dois já havia sofrido desgastes. O presidente chegou a criticar publicamente algumas investidas diplomáticas do antigo secretário, como suas declarações sobre o envenenamento do ex-espião russo em Londres. Tillerson, por sua vez, teria chamado o presidente de "idiota" durante uma reunião com o alto escalão do departamento.

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